O ítalo-americano Paolo Zampolli, enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou nesta quinta-feira (23) nas redes sociais uma entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera em que reconheceu ter sugerido que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo de 2026.
A proposta teriam sido dirigidas ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. A Itália não se classificou para o torneio pela terceira edição seguida, após ser eliminada nos pênaltis pela Bósnia e Herzegovina na repescagem europeia. Procurada pela Agência Brasil, a Fifa não se pronunciou.
A sugestão gerou reação negativa na Itália. Autoridades do país manifestaram desaprovação e afirmaram que uma vaga no Mundial deveria ser conquistada em campo.
A participação do Irã no Mundial esteve em dúvida diante das tensões com os Estados Unidos. A seleção asiática tem três jogos da fase de grupos programados em território norte-americano: estreia em 15 de junho contra a Nova Zelândia, em Los Angeles; jogo contra a Bélgica em 21 de junho, também em Los Angeles; e confronto com o Egito em 27 de junho, em Seattle.
O México chegou a oferecer-se para receber as partidas do Irã em vez dos Estados Unidos, mas a proposta não foi aceita pela Fifa. A entidade vem dizendo estar confiante de que o Irã disputará os jogos nos locais definidos no sorteio dos grupos, realizado em dezembro.
O Corriere della Sera acrescentou que a ideia de Zampolli extrapolaria o futebol e teria motivações políticas, como reaproximar Trump do eleitorado ítalo-americano e tentar restabelecer relações com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em meio às atuais tensões internacionais.




