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quinta-feira, abril 30, 2026

Taxa de desemprego no 1º trimestre cai para 6,1%, menor já registrada para o período

A taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2026 ficou em 6,1%, segundo dados divulgados pelo IBGE. O índice é superior ao registrado no quarto trimestre de 2025 (5,1%), mas representa a menor taxa para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

No mesmo período de 2025 a taxa havia sido de 7%. Em trimestres móveis, a desocupação havia sido de 5,8% no encerrado em fevereiro de 2026. O instituto alerta contra comparações mês a mês devido à sobreposição de dados entre divulgações e privilegia as comparações com o quarto trimestre de 2025.

População desocupada e ocupados
O primeiro trimestre de 2026 terminou com 6,6 milhões de pessoas desempregadas. Esse contingente é 19,6% maior (1,1 milhão a mais) que no quarto trimestre de 2025 e 13% menor que no primeiro trimestre de 2025.

O total de ocupados alcançou 102 milhões de pessoas, 1 milhão a menos que no trimestre anterior e 1,5 milhão a mais na comparação anual.

Setores e sazonalidade
O IBGE classificou o resultado do início do ano como influenciado por fatores sazonais. Nenhum dos dez agrupamentos de atividades pesquisados registrou crescimento de ocupados no trimestre. Três setores apresentaram queda: comércio (-1,5%, ou -287 mil pessoas), administração pública (-2,3%, ou -439 mil) e serviços domésticos (-2,6%, ou -148 mil).

Informalidade e vínculos
A taxa de informalidade caiu para 37,3% dos ocupados no trimestre encerrado em março, o que corresponde a 38,1 milhões de trabalhadores sem vínculo formal. No fim de 2025 a taxa era de 37,6% e, no primeiro trimestre de 2025, 38%.

Os empregados com carteira assinada no setor privado somaram 39,2 milhões, sem variação estatisticamente significativa no trimestre, mas com avanço de 1,3% (504 mil pessoas) em 12 meses.

O contingente de trabalhadores sem carteira no setor privado recuou 2,1% no trimestre (-285 mil), chegando a 13,3 milhões; na comparação anual ficou estável, sem variação significativa. O número de trabalhadores por conta própria permaneceu em 26 milhões no trimestre e cresceu 2,4% (607 mil) na comparação anual.

Metodologia e outros indicadores
A Pnad Contínua analisa a população de 14 anos ou mais e inclui todas as formas de ocupação. Considera desocupada a pessoa que efetivamente procurou trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento visitou 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

A divulgação da Pnad ocorreu logo após os dados do Caged, que monitora apenas empregos formais. Segundo o Caged, março registrou saldo positivo de 228 mil vagas formais, e o acumulado em 12 meses foi de 1,2 milhão de postos com carteira assinada.

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