Trabalhadores, aposentados, estudantes e ativistas foram às ruas de diversas cidades brasileiras nesta sexta-feira (1º de maio), Dia Internacional do Trabalhador. A principal pauta das manifestações foi o fim da escala 6×1, sem redução salarial.
Em Brasília, o ato aconteceu no Eixão do Lazer, na Asa Sul. A mobilização no Distrito Federal foi organizada por sete centrais sindicais e contou com atrações culturais e discursos.
Entre os presentes havia empregados domésticos, trabalhadores informais, servidores aprovados em concurso e aposentados. A empregada doméstica Cleide Gomes, de 59 anos, compareceu ao protesto acompanhada do neto, da nora e da mãe, de 80 anos. Ela trabalha atualmente com carteira assinada e já atuou como feirante autônoma e auxiliar de serviços gerais sem registro.
Profissionais da educação figuraram na lista de reivindicações. Bibliotecárias aprovadas em concurso da Secretaria de Educação do Distrito Federal em 2022 seguem aguardando nomeação e participaram do ato em defesa da valorização das carreiras e de mais oportunidades no setor.
Organizadores defenderam que a redução da jornada de trabalho não prejudica a economia e pode aumentar a produtividade. Também foram levantadas pautas relacionadas à sobrecarga feminina de trabalho e à necessidade de melhores condições para o cuidado e o convívio familiar.
Aposentados presentes pediram o fim da precarização da mão de obra e a preservação de direitos trabalhistas históricos, entre eles garantias previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a estabilidade de servidores.
Em Brasília, o ato registrou confronto entre manifestantes e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro após a exibição de um boneco em tamanho real com capa nas cores da bandeira do Brasil. Houve troca de insultos e agressões, e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) interveio para conter o tumulto. A corporação informou que as equipes restabeleceram a ordem pública sem registro de ocorrências graves.




