O Hospital Regional Olga Castoldi Parizotto, em Dourados, entrou em operação com um setor de Ressonância Magnética nesta semana, ampliando a capacidade diagnóstica da unidade e reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para outros centros do Estado.
A previsão é de realização de cerca de 480 exames por mês, beneficiando moradores dos 34 municípios da macrorregião — cerca de 900 mil pessoas.
O equipamento fornece imagens de alta resolução de diversas estruturas do corpo, sendo indicado para diagnóstico precoce, acompanhamento de doenças e planejamento terapêutico. O exame é não invasivo, indolor e não apresenta efeitos colaterais relevantes, o que o torna adequado para pacientes de todas as idades, incluindo crianças, gestantes e idosos.
O primeiro paciente atendido no novo serviço foi Alcides Camilo Diniz, 69 anos, que realizou o exame para acompanhamento de hérnias de disco lombares e está sob acompanhamento ortopédico na unidade. Outros pacientes já agendados incluem pessoas que antes dependiam de clínicas particulares ou de vagas em cidades vizinhas para realizar o procedimento. Entre elas, figura uma moradora de 39 anos com histórico de hérnia de disco e síndrome da cauda equina. Outra paciente, de 63 anos, foi submetida ao exame poucas semanas após consulta especializada na própria unidade.
Antes da ativação do serviço de ressonância, pacientes de Dourados eram encaminhados para Campo Grande ou outras regiões, o que podia gerar atrasos de até dois meses em casos com indicação cirúrgica. A realização do exame localmente tende a acelerar o fluxo diagnóstico e os encaminhamentos terapêuticos.
A abertura do setor faz parte da estratégia estadual de regionalização da saúde, conhecida como Nova Arquitetura da Saúde, que organiza o atendimento por níveis de complexidade para aproximar serviços resolutivos das regiões de origem dos pacientes.
Inaugurado há pouco mais de quatro meses, o Hospital Regional de Dourados integra um complexo que inclui a Policlínica Cone Sul, responsável pelo atendimento ambulatorial e diagnóstico e pela porta de entrada da linha de cuidado regional. A unidade começou a operar com estrutura voltada à média e alta complexidade e capacidade para 100 leitos.
A implementação da ressonância magnética reforça o modelo de gestão da unidade, baseado em processos digitalizados — como prontuário eletrônico, gestão de leitos e integração com a regulação estadual — e amplia a capacidade de resposta do sistema de saúde regional.




