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quarta-feira, maio 6, 2026

Parques eólicos offshore podem inviabilizar pesca artesanal no Ceará, aponta estudo

Um estudo da Universidade Federal do Ceará (UFC) alerta que projetos de parques eólicos offshore podem tornar a pesca artesanal inviável em todo o estado.

O Ceará aparece como a segunda unidade da federação com maior número de empreendimentos eólicos previstos, com 16 projetos cadastrados. Se todos forem aprovados, os parques ocuparão os 23 municípios litorâneos cearenses e uma área superior a 10 mil quilômetros quadrados.

Os empreendimentos estão previstos para serem submetidos ao primeiro leilão nacional até o fim deste semestre. A implementação das áreas eólicas pode conflitar com 30 colônias, sindicatos e associações de pesca do estado.

Dados do Ministério da Pesca e Aquicultura, divulgados em março de 2026, apontam quase 38 mil pescadores no Ceará, em sua maioria atuantes na pesca artesanal e dependentes exclusivamente do trabalho manual. Comunidades indígenas e quilombolas também estão entre as populações potencialmente afetadas.

O estudo destaca impacto direto sobre as embarcações locais. Pescadores que utilizam jangadas a vela dependem de espaço marítimo e do movimento dos ventos para sair e retornar à costa, o que pode ser prejudicado pela instalação dos parques.

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