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sexta-feira, maio 15, 2026

Caixa renegocia R$ 820 milhões no novo Desenrola Brasil

A Caixa Econômica Federal informou nesta sexta-feira (15) que já renegociou R$ 820 milhões em dívidas dentro da nova fase do programa Desenrola Brasil. O anúncio foi feito em São Paulo pelo presidente do banco, Carlos Vieira, durante a divulgação do balanço trimestral da instituição.

Lançado pelo governo federal em 4 de maio, o programa foi criado para ajudar famílias, estudantes e pequenos empreendedores a reorganizar dívidas e recuperar o acesso ao crédito. A etapa atual terá duração de 90 dias e oferece descontos que podem chegar a 90%, além de juros menores e a possibilidade de uso do FGTS para abatimento de débitos.

Segundo informações do Ministério da Fazenda, o Desenrola 2.0 está próximo de alcançar a marca de R$ 1 bilhão em valores renegociados.

A direção da Caixa também informou que o uso do saldo do FGTS nas renegociações ainda não começou efetivamente nas operações com o banco, mas a expectativa é de que essa modalidade passe a ser adotada a partir de 25 de maio.

No mesmo evento, a Caixa apresentou dados sobre ataques cibernéticos e fraudes relacionadas ao aplicativo Caixa Tem. De acordo com o banco, esse tipo de problema gerou prejuízo de cerca de R$ 20 milhões no ano passado. Em resposta, a instituição ampliou os investimentos em tecnologia, que devem somar R$ 5,9 bilhões somente neste ano.

A Caixa também divulgou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre, queda de 34,4% em relação ao mesmo período de 2023. O resultado foi pressionado pelo aumento das provisões para perdas com crédito, que mais do que dobraram em razão das novas regras do Banco Central para cobertura de risco de inadimplência.

Apesar da redução no lucro, o banco manteve crescimento da carteira de crédito, impulsionado principalmente pelo financiamento imobiliário, área em que segue líder no país. O volume total da carteira chegou a R$ 1,4 trilhão.

A inadimplência encerrou o trimestre em 3,71%. A instituição afirmou que vê o quadro com mais tranquilidade nas carteiras imobiliária e de crédito para pessoa física e jurídica, mas mantém atenção ao agronegócio, segmento que ainda inspira cautela. Atualmente, o agro responde por 5% da carteira total da Caixa.

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