Uma pesquisa do Instituto Sou da Paz indica que a maior parte dos brasileiros defende medidas de segurança pública voltadas à eficiência, prevenção, uso de tecnologia e respeito à lei. O levantamento também mostra que a sensação de insegurança é predominante no país, especialmente entre as mulheres.
Entre os principais resultados, o estudo aponta baixa adesão à ideia de que “bandido bom é bandido morto”: apenas 20% dos entrevistados concordam com a frase. Em contrapartida, 73% afirmam que criminosos devem ser julgados e presos pelos crimes cometidos.
A pesquisa foi realizada pela Oma Pesquisa e divulgada nesta segunda-feira (18). O trabalho ouviu 1.115 pessoas em entrevistas presenciais, domiciliares e pessoais, em todas as regiões do país, entre novembro e dezembro de 2025.
Os dados mostram que 55% da população acredita que o país deve priorizar a aplicação das leis já existentes, enquanto 39% defendem o aumento das penas. O levantamento também aponta que 77% entendem que armas legalmente adquiridas podem ser usadas em crimes quando são roubadas, e 73% avaliam que a ampliação da circulação de armamentos aumenta a violência.
Na avaliação sobre a polícia, 82% se dizem favoráveis ao uso de câmeras corporais como forma de proteção e transparência. Outros 65% consideram necessário investir em uma corporação mais preparada e qualificada.
A sensação de segurança varia conforme o gênero. Apenas 32% dos entrevistados dizem se sentir seguros na cidade onde vivem, percentual que cai para 26% entre as mulheres. Além disso, 83% identificam a presença de violência contra a mulher em seus municípios.
Com base no levantamento, o Instituto Sou da Paz aponta como prioridades para os próximos anos a proteção de meninas e mulheres, o fortalecimento das polícias, o combate ao crime organizado, a redução de roubos e a retirada de armas ilegais de circulação.




