15.6 C
Dourados
sábado, maio 30, 2026

Classificação de facções como terroristas pode prejudicar a economia do Brasil

A eventual decisão dos Estados Unidos de classificar facções do crime organizado brasileiro como organizações terroristas pode gerar efeitos negativos sobre a economia do país, segundo especialistas em geopolítica, relações internacionais e economia. Entre os setores mais vulneráveis estariam turismo, investimentos, comércio exterior e serviços ligados a negócios.

De acordo com o cientista político e especialista em relações internacionais Francisco Carlos Teixeira da Silva, a medida tende a ampliar a percepção de risco sobre o Brasil junto a empresas e instituições financeiras estrangeiras. Na avaliação dele, isso pode reduzir aportes, frear novos empregos e afetar a transferência de tecnologia.

Outro ponto de preocupação é o comércio exterior. Produtos brasileiros poderiam passar a ser submetidos a maior vigilância por parte dos Estados Unidos e de países europeus alinhados à política de Washington, o que aumentaria barreiras e dificultaria exportações.

O turismo também deve sentir os primeiros impactos. A classificação do Brasil como abrigo de grupos terroristas pode afastar visitantes internacionais e comprometer a imagem do país como destino seguro. Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, o segmento de turismo de negócios também pode ser atingido, com reflexos sobre hotéis, restaurantes e transporte.

O economista e professor da UFRJ Luiz Carlos Prado afirma que é difícil dimensionar o tamanho do prejuízo, mas avalia que a medida pode ser usada politicamente para justificar restrições a empresas brasileiras e pressionar setores específicos da economia. Para ele, a decisão amplia a instabilidade e cria obstáculos adicionais para a atuação de companhias e do próprio Estado brasileiro.

O governo brasileiro já manifestou preocupação de que a medida possa servir de pretexto para interferência externa e para danos ao sistema financeiro nacional. Entre os alvos de atenção estão inovações brasileiras no setor bancário, como o Pix, que já enfrentam questionamentos nos Estados Unidos sob alegações de competição desleal.

Os especialistas ouvidos também destacam uma diferença central entre crime organizado e terrorismo internacional. Segundo eles, organizações criminosas buscam lucro, enquanto grupos terroristas perseguem objetivos políticos e ideológicos, o que exige respostas distintas do ponto de vista jurídico e diplomático.

OUTRAS NOTÍCIAS

Franklin participa de lançamento de curso da Fiocruz para agentes de saúde em MS

O vereador Franklin Schmalz (PT) participou, em Campo Grande, do lançamento do curso “Formação em Saúde Territorial, Vigilância e Participação Social”, promovido pela Fundação...

REDES SOCIAIS

6,729FãsCurtir
124SeguidoresSeguir
6,890InscritosInscrever
spot_img

VÍDEOS