Hospitais universitários de todas as regiões do país realizam neste sábado (30) um mutirão de atendimento voltado à população idosa. A expectativa é ultrapassar 42 mil procedimentos, entre eles 1 mil cirurgias e 31 mil exames. A ação reúne os 45 hospitais vinculados à estatal federal HU Brasil, antiga EBSERH, em 25 unidades da federação.
A iniciativa busca diminuir as filas do Sistema Único de Saúde (SUS) para consultas com especialistas, exames e cirurgias de média e alta complexidade. Cada hospital definiu os serviços de acordo com a demanda local, e os pacientes convocados já passaram pela regulação e estão com atendimento agendado.
No Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a programação inclui especialidades como oftalmologia, pneumologia, geriatria, endocrinologia, fonoaudiologia, oncologia, cirurgia geral e vascular. Apenas no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, a previsão é de cerca de 450 procedimentos.
A unidade também vai oferecer orientação multiprofissional a cuidadores e acompanhantes de idosos internados ou atendidos em ambulatório. A equipe reúne geriatras, enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos, fonoaudiólogos, assistentes sociais e psicólogos.
No Ceará, a previsão é de cerca de 1 mil atendimentos no Hospital Universitário Walter Cantídio e na Maternidade Escola Assis Chateaubriand. Estão programadas consultas em geriatria, gastroenterologia, endocrinologia, urologia e ginecologia, além de exames de mamografia, ultrassonografia, audiometria e análises laboratoriais.
A ação também envolve o hospital da Universidade Federal de Roraima, que deve realizar mais de 200 atendimentos. O cronograma inclui consultas em infectologia, pneumologia e cardiologia, além de exames como tomografia e ultrassonografia.
Esta é a segunda edição do mutirão em 2026. Em março, a mobilização teve foco na saúde da mulher e somou mais de 45 mil atendimentos no país. A iniciativa começou no ano passado, com três edições que totalizaram quase 100 mil procedimentos.
Além de ajudar a reduzir o tempo de espera no SUS, a mobilização envolve 1,1 mil estudantes e residentes e cerca de 2,5 mil trabalhadores, reforçando a formação profissional nas universidades e nos hospitais participantes.




