Neste 8 de junho, o Dia Mundial dos Oceanos chama atenção para a relevância dos mares na economia global, no equilíbrio climático e na sobrevivência de comunidades que dependem diretamente desses ambientes. A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas em 2008.
A Terra é formada por cinco grandes oceanos: Atlântico, Pacífico, Índico, Ártico e Antártico, também chamado de Oceano Austral. Embora sejam nomeados separadamente, eles compõem um único sistema interligado.
A preservação dos oceanos ganha peso diante do compromisso assumido pelo Brasil de proteger 30% das áreas marinhas até 2030, meta conhecida como 30 por 30. O avanço dessa agenda, no entanto, ainda depende de melhorias em gestão, monitoramento, fiscalização e financiamento das áreas protegidas.
Especialistas alertam que, sem esses mecanismos, parte das unidades de conservação pode existir apenas formalmente, sem garantir benefícios concretos para a biodiversidade e para as populações que vivem da atividade oceânica.
Esses desafios estiveram no centro dos debates da SP Ocean Week 2026, realizada em maio, em São Paulo. O evento reuniu cientistas, gestores públicos, representantes da sociedade civil e do setor privado para discutir medidas mais efetivas de proteção dos mares.
As discussões também fazem parte da preparação do país para a Conferência da Década do Oceano, prevista para 2027, no Rio de Janeiro. O encontro deverá reunir diferentes frentes de debate sobre a agenda marinha.
O oceano cobre mais de 70% da superfície terrestre, concentra grande parte da biodiversidade do planeta e responde pela principal fonte de proteína para mais de um bilhão de pessoas.




