A Copa do Mundo de 2026, que será disputada por Estados Unidos, Canadá e México, já acumula controvérsias antes mesmo do apito inicial. Além das expectativas esportivas, o torneio vem sendo marcado por entraves ligados às políticas internas e externas dos Estados Unidos, um dos países-sede.
No plano internacional, a tensão entre Estados Unidos e Irã afetou diretamente a preparação da seleção iraniana. Jogadores e integrantes da comissão técnica enfrentaram dificuldades para obter vistos, enquanto parte da delegação teve limitações para se deslocar ao território americano. Em razão disso, a base da equipe chegou a ser transferida para Tijuana, no México.
As restrições também atingiram torcedores iranianos, com registros de cancelamentos de ingressos pouco antes do início do Mundial. Apesar de ajustes feitos pelas autoridades americanas, a situação expôs os impactos diplomáticos sobre a participação da seleção no torneio.
Outro episódio de destaque envolveu o atacante iraquiano Aymen Hussein, que ficou retido por horas na imigração ao desembarcar em Chicago, poucos dias antes da competição. O fotógrafo da delegação do Iraque também teve a entrada barrada após longa retenção no aeroporto.
A arbitragem igualmente foi afetada. Omar Abdulkadir Artan, da Somália, teve a entrada negada ao chegar a Miami, mesmo com visto aprovado e credenciamento da Fifa. Ele seria o primeiro árbitro somali a atuar em uma Copa do Mundo.
Além das questões migratórias, o preço dos ingressos tem gerado críticas. A edição de 2026 é apontada pela imprensa internacional como uma das mais caras da história, com valores que variam de cerca de US$ 60, na fase de grupos, a até US$ 7,8 mil para a final. Em fases posteriores, os bilhetes ultrapassam US$ 3 mil.
A Fifa adotou a divisão tradicional por categorias, que define preço e localização dos torcedores nos estádios. Ainda assim, a oferta de ingressos mais baratos foi limitada, o que elevou o valor pago pela maior parte do público.
Com isso, a Copa de 2026 se desenha como um evento cercado por dificuldades que vão além do futebol, envolvendo diplomacia, imigração, organização e custo de acesso aos jogos.




