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terça-feira, junho 30, 2026

Boulos critica grupos contra o fim da escala 6×1 e o Move Brasil

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou nesta terça-feira a atuação de bancos e de grandes grupos empresariais em duas frentes consideradas prioritárias pelo governo: o programa Move Brasil e a proposta que extingue a escala de trabalho 6 por 1.

As declarações foram dadas durante o programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Segundo Boulos, instituições financeiras têm dificultado o acesso ao crédito previsto no Move Brasil, iniciativa federal voltada a taxistas e motoristas de aplicativo na compra de veículos.

O ministro afirmou que a maior parte dos pedidos de financiamento está sendo recusada, mesmo em casos de pessoas com nome limpo. Ele também disse que os bancos têm usado critérios como score e taxa de risco para barrar operações que, na visão do governo, deveriam ser aprovadas com a garantia pública do programa.

Outro problema apontado por Boulos é a cobrança de valores de entrada por parte de algumas instituições, prática que, segundo ele, não deveria existir nas linhas especiais de crédito. Ele orientou os beneficiários a não aceitarem esse tipo de exigência e a buscarem outra instituição financeira.

O terceiro entrave, de acordo com o ministro, está na integração entre os bancos e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela operação da linha de R$ 30 bilhões destinada ao programa. Mesmo com a aprovação do crédito, algumas contratações não estariam sendo concluídas por falhas de conexão entre os sistemas.

Boulos disse que o governo já trabalha para resolver os problemas e que vai chamar os bancos para ajustar a operação, com atenção especial às instituições privadas, onde, segundo ele, a maioria das dificuldades tem se concentrado.

Na mesma entrevista, o ministro também voltou a defender o fim da escala 6 por 1. Ele afirmou que há resistência de setores empresariais no Senado para impedir o avanço da proposta, que, segundo ele, conta com apoio de mais de 70% da população.

Para Boulos, a mudança na jornada representa mais tempo de descanso e convivência familiar para os trabalhadores, além de uma resposta ao desgaste provocado pela rotina atual. Ele também criticou a pressão de entidades empresariais contra a proposta, alegando que os argumentos sobre aumento de preços e impacto na economia não se sustentam.

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