O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, inaugurou nesta quarta-feira (1º), em São Paulo, o Escritório Nacional Antifacção, nova estrutura voltada ao combate ao crime organizado. A unidade faz parte do Programa Brasil contra o Crime Organizado.
Instalado na região da Luz, no centro da capital paulista, o escritório atuará como ponto permanente de articulação entre órgãos federais, estaduais e municipais. A proposta é integrar ações de inteligência e coordenar estratégias contra facções criminosas.
De acordo com o governo federal, a prioridade será enfraquecer a estrutura financeira dessas organizações. A unidade também vai reunir informações estratégicas, apoiar o trabalho de persecução penal e ampliar a cooperação com instituições financeiras.
A coordenação em São Paulo ficará com Benedito Mariano, ex-ouvidor das Polícias de São Paulo. O governo prevê ainda a abertura de escritórios no Rio de Janeiro e em Foz do Iguaçu.
Durante o evento, o Ministério da Justiça também anunciou investimentos em 138 presídios do país. A meta é reforçar a segurança, ampliar o monitoramento e dificultar a atuação de lideranças criminosas dentro do sistema penitenciário.
Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais, as unidades selecionadas receberão equipamentos como scanners corporais, geo-radares, sistemas de revista eletrônica, rastreamento e identificação de celulares. A escolha dos presídios levou em conta um mapeamento das facções que atuam no sistema prisional.
O ministro também comentou a decisão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de sancionar dois brasileiros e três empresas por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A medida foi a primeira adotada por Washington contra brasileiros ou companhias do país após a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas pelo governo Donald Trump.
Segundo a posição apresentada pelo governo brasileiro, a decisão dos Estados Unidos tem efeito apenas no território americano e não produz impacto extraterritorial. O entendimento oficial é de que a cooperação internacional no combate ao crime organizado deve ocorrer com respeito à soberania de cada país.
A pasta afirmou ainda que mantém disposição para atuar em parceria com outros governos e organismos internacionais no enfrentamento às facções criminosas.




