No alto do Morro do Boa Vista, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, uma área de 36 mil metros quadrados passou a abrigar uma usina solar que combina geração de energia limpa e obras de infraestrutura. O espaço, equivalente a cerca de cinco campos de futebol, foi inaugurado pela prefeitura no último fim de semana.
O empreendimento recebeu mais de 2 mil módulos fotovoltaicos e fica ao lado de uma comunidade com quase 1,8 mil moradores, segundo o Censo 2022 do IBGE. O investimento no projeto-piloto foi de R$ 7 milhões.
De acordo com a prefeitura, a economia estimada com a conta de luz deve chegar a R$ 5 milhões, valor que pode compensar o gasto inicial em cerca de dois anos. A previsão é de que a usina produza aproximadamente 150 mil quilowatts-hora por mês, energia suficiente para abastecer 19 creches e outros equipamentos públicos do município.
Além da produção de eletricidade, o projeto incluiu ações de recuperação da vegetação, drenagem e captação de água da chuva. O sistema de reaproveitamento pluvial tem capacidade para cerca de 30 mil litros e poderá ser usado na limpeza das placas solares, no apoio ao combate a incêndios e na prevenção de erosão nas encostas.
A prefeitura avalia levar a experiência para outras comunidades, dependendo dos resultados do projeto-piloto.
Especialistas veem potencial na iniciativa por reunir geração renovável, manejo de água e redução de riscos em áreas de encosta. O modelo também pode servir de referência para outras cidades com disponibilidade de terreno e alta incidência solar.
A energia solar segue em expansão no Brasil. Segundo estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, foi a fonte que mais cresceu entre 2024 e 2025, com alta de 24,7%.
Em 2025, a fonte respondeu por 11,4% da matriz elétrica do país, atrás apenas da hidrelétrica, com 51,2%, e da eólica, com 14,9%.




