Quartas de final colocam estrelas frente a frente na Copa do Mundo dos protagonistas

A Copa do Mundo deste ano vem sendo marcada pela presença de grandes nomes em campo. Entre as seleções que seguem na disputa pelo título, os principais jogadores têm correspondido às expectativas e, em alguns casos, superado o que se esperava deles.

Na França, Kylian Mbappé confirma o papel de referência técnica. Mesmo com outros destaques no elenco, o atacante do Real Madrid é o principal nome da seleção e vive uma campanha de alto rendimento. Em cinco jogos, já marcou sete gols e está a apenas um de igualar a marca que alcançou no Mundial do Catar, em 2022, quando terminou como artilheiro.

A próxima missão da França será nesta quinta-feira (9), às 17h, contra o Marrocos, em Boston, pelas quartas de final. Do outro lado estará Achraf Hakimi, lateral-direito e principal figura da seleção marroquina. Ex-companheiro de Mbappé no Paris Saint-Germain, o jogador disputa o terceiro Mundial da carreira e já se tornou o africano com mais partidas em Copas, com 15 jogos. Nesta edição, soma um gol e duas assistências.

Hakimi também aparece entre os laterais mais valorizados do futebol mundial. Segundo o Transfermarkt, ele divide o posto de lateral mais caro do planeta com o português Nuno Gomes, ambos avaliados em 80 milhões de euros.

Mbappé também chama atenção pelo desempenho ao longo da história das Copas. Com os sete gols deste torneio, ele chegou a 19 em três edições e está a dois de Lionel Messi, outro protagonista da competição. O argentino, aos 39 anos, também soma sete gols nesta Copa e marcou em todas as cinco partidas que disputou.

Messi foi decisivo em jogos eliminatórios da Argentina. Contra Cabo Verde, pelas oitavas, participou diretamente dos três gols da vitória por 3 a 2. Nas quartas, ajudou na virada histórica sobre o Egito pelo mesmo placar, com assistência e gol.

A Argentina enfrenta a Suíça neste sábado (11), às 22h, em Kansas City, em busca de vaga na semifinal. O time suíço conta com a experiência de vários jogadores que já disputaram Copas, e tem em Granit Xhaka seu principal nome. O meio-campista, em sua quarta participação no torneio, marcou um gol nesta edição, na goleada por 4 a 1 sobre a Bósnia e Herzegovina.

Outro destaque da competição é Erling Haaland. O atacante da Noruega também soma sete gols, mas com uma partida a menos que Messi e Mbappé, já que foi poupado no confronto contra a França. Estreante em Copas, ele foi decisivo nas oitavas de final ao marcar duas vezes na vitória por 2 a 1 sobre o Brasil.

Harry Kane aparece logo atrás na corrida pela artilharia. O capitão da Inglaterra chegou a 14 gols na história das Copas e superou Gary Lineker como maior goleador do país no torneio. Nesta edição, já balançou a rede seis vezes, incluindo gols importantes nas viradas sobre a República Democrática do Congo e sobre o México.

Noruega e Inglaterra se enfrentam neste sábado (11), às 18h, em Miami, pelas quartas de final. O duelo definirá qual dos dois atacantes seguirá vivo na competição. Para a Noruega, a campanha já é histórica, enquanto os ingleses tentam voltar às semifinais de uma Copa pela terceira vez desde o título de 1966.

Na outra chave, a Espanha aposta em Lamine Yamal, o mais jovem entre os grandes nomes ainda vivos no torneio. Prestes a completar 19 anos, o atacante do Barcelona é peça central no setor ofensivo da seleção. Ele marcou um gol até aqui e tem sido responsável por grande parte da criação de jogadas pela direita.

A Espanha venceu a Arábia Saudita por 4 a 0, superou a Áustria por 3 a 0 e depois bateu Portugal por 1 a 0, já na reta decisiva do torneio. Agora, enfrenta a Bélgica nesta sexta-feira (10), às 16h, em Los Angeles, valendo lugar na semifinal.

Do lado belga, Romelu Lukaku representa a experiência de uma geração que marcou época no futebol do país. Aos 33 anos, o atacante já fez três gols neste Mundial, dois deles em jogos eliminatórios, sendo um na reação sobre Senegal e outro na goleada por 4 a 1 diante dos Estados Unidos.

A Bélgica tenta repetir o desempenho de 2018 e voltar ao grupo das quatro melhores seleções do mundo. A Espanha, por sua vez, busca chegar novamente tão longe quanto em 2010, quando conquistou seu único título mundial.

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