**Suframa acompanha impactos de vazamento de gás no Distrito Industrial de Manaus**
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou nesta quinta-feira (16) que monitora os desdobramentos do vazamento de gás registrado no fim da tarde de quarta-feira (15), em um tanque de monômero de estireno da unidade IV da petroquímica Innova, no Distrito Industrial de Manaus.
A autarquia solicitou à empresa informações detalhadas sobre as medidas adotadas para conter a ocorrência e sobre possíveis impactos na regularidade do projeto aprovado e nas condições de uso do lote onde a indústria está instalada.
Segundo a Suframa, a responsabilidade pela segurança operacional das instalações é da própria empresa, conforme as licenças concedidas. A superintendência destacou ainda que a apuração das causas do vazamento e de eventuais consequências ambientais, sanitárias e trabalhistas cabe aos órgãos competentes.
O órgão informou que acompanha o caso em articulação com instituições federais, estaduais e municipais. Como medida preventiva, os servidores da Suframa passaram a trabalhar de forma remota nesta quinta-feira.
O vazamento começou por volta das 17h36 de quarta-feira, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas. A ocorrência foi controlada após a atuação de cerca de 35 bombeiros, com apoio de dez viaturas e quatro canhões de água. Brigadistas da própria empresa também participaram da operação.
De acordo com os bombeiros, o vazamento ocorreu em um dos tanques da Innova e foi provocado pelo acionamento do sistema de segurança do equipamento, que liberou vapores para evitar risco de explosão.
O forte odor, semelhante ao cheiro de tinta, foi percebido em diferentes áreas de Manaus, inclusive na região central da cidade, nas proximidades do Teatro Amazonas. Nesta quinta-feira, o cheiro ainda era sentido em alguns pontos da capital.
A Secretaria de Estado de Saúde informou que 16 pessoas deram entrada em unidades da rede estadual na quarta-feira após a ocorrência.
A Innova informou que o problema atingiu um dos três tanques de armazenamento da unidade. Segundo a empresa, houve aumento anormal da temperatura do líquido, com liberação controlada de vapores pelos dispositivos de segurança. A companhia afirmou que a situação foi contida conforme seus procedimentos de emergência e que o resíduo gerado recebeu destinação adequada para tratamento conforme as normas ambientais.
A empresa também informou que não houve vítimas e que, apesar do odor forte, não há risco à saúde da população nem contaminação ambiental.
A Prefeitura de Manaus declarou que acompanha o caso por meio de um gabinete de crise, em atuação integrada com os órgãos responsáveis. A orientação é que a população evite circular pela área afetada até que a situação seja considerada segura.
Moradores que perceberem odor intenso dentro de casa devem manter portas e janelas fechadas. Em caso de falta de ar, tosse intensa, dor no peito, tontura, desmaio ou ardência nos olhos e na garganta, a recomendação é procurar atendimento médico.




