**Petróleo em alta impulsiona Bolsa e derruba dólar para R$ 5,15**
A valorização internacional do petróleo favoreceu os ativos brasileiros nesta terça-feira (1º), apesar do aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O dólar comercial recuou 0,54%, para R$ 5,153, enquanto o Ibovespa avançou 1,3% e atingiu o maior patamar desde 12 de maio.
A moeda norte-americana acumula queda de 6,12% em 2026. Durante a manhã, chegou a ser negociada perto de R$ 5,20 após a divulgação do PIB brasileiro do segundo trimestre, mas passou a cair ao longo do dia e atingiu R$ 5,13 por volta das 14h20.
A economia brasileira cresceu 0,5% entre abril e junho, após expansão de 1,1% nos três primeiros meses do ano. A desaceleração reforçou no mercado a expectativa de novos cortes na taxa Selic, atualmente em 14% ao ano.
Mesmo com a baixa do dólar ante moedas de países emergentes, a divisa se valorizou frente a moedas de economias desenvolvidas. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subiu 0,27%, para 99,681 pontos.
Na B3, o Ibovespa encerrou a sessão aos 179.722,48 pontos. Durante os negócios, o índice superou os 181 mil pontos, marca que não era alcançada havia quase quatro meses.
As ações da Petrobras lideraram a alta, acompanhando a disparada das cotações do petróleo. Os papéis preferenciais da estatal avançaram 4,11%, enquanto as ações ordinárias subiram 4,14%.
A companhia também elevou em 13,9% o preço médio de venda do querosene de aviação. Outro fator acompanhado pelo mercado foi o recorde na produção nacional de petróleo, que chegou a 4,5 milhões de barris por dia em julho, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
No mercado externo, o petróleo reagiu ao anúncio de novos ataques dos Estados Unidos contra alvos no Irã. As operações elevaram a preocupação com eventuais impactos sobre o abastecimento mundial da commodity, especialmente em razão dos riscos relacionados ao Estreito de Ormuz.
O barril do WTI fechou a US$ 90,22, alta de 5,2%. Já o Brent, referência internacional, subiu 4,6% e terminou o dia cotado a US$ 94,65.
O desempenho da Bolsa brasileira contrastou com o mercado norte-americano. O S&P 500 recuou 0,71%, em uma sessão marcada pela venda de títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pela alta dos rendimentos dos papéis de dez anos.
Dados da B3 mostram ainda que houve saída líquida de R$ 130 milhões em recursos estrangeiros na última sessão de agosto. Até o dia 28, o fluxo externo negativo no mês somava cerca de R$ 18,6 bilhões.




