### Estiagem na Amazônia pode se prolongar até 2026 e levar rios a níveis críticos
A redução das chuvas na Amazônia deve persistir até o começo do próximo ano, comprometendo a recuperação dos rios e aumentando o risco de uma vazante de grandes proporções. O cenário pode afetar o transporte de cargas e passageiros, a atividade industrial e as populações ribeirinhas e indígenas.
As projeções foram apresentadas nesta terça-feira (1º), em Manaus, pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). O órgão elaborou simulações com base em períodos recentes marcados pela influência do fenômeno El Niño, especialmente os eventos de 2015 e de 2023/2024.
Para Manaus, as estimativas apontam dois possíveis níveis do Rio Negro. Em um cenário semelhante ao de 2015, a cota poderá chegar a 12,92 metros. Caso a evolução seja mais próxima da registrada em 2024, a previsão é de 16,32 metros.
Níveis abaixo de 14 metros são considerados extremos para a capital amazonense e podem repetir dificuldades observadas nas secas de 2023 e 2024. Entre os impactos esperados estão restrições à navegação, prejuízos à logística de abastecimento e reflexos no Polo Industrial de Manaus.
Os estudos do SGB utilizaram como referência as estações de monitoramento de Tabatinga, Manaus e Itacoatiara. Tabatinga foi incluída por estar no trecho mais alto do curso principal do Rio Solimões. Manaus concentra parte relevante dos efeitos econômicos, sociais e ambientais da seca, enquanto Itacoatiara é considerada estratégica para a logística estadual.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil, as projeções devem apoiar governos e defesas civis na preparação de medidas para reduzir os danos socioeconômicos e ambientais provocados pela estiagem na região amazônica.




