Eventos climáticos interrompem aulas de 171 milhões de jovens no mundo

# Eventos climáticos interromperam aulas de 171 milhões de estudantes em 2025, diz Unicef

Pelo menos 171 milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo tiveram a rotina escolar afetada por eventos climáticos extremos em 2025, segundo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O total equivale a um em cada dez estudantes e considera dados de 106 países e territórios.

Tempestades, enchentes, ondas de calor, secas e incêndios estiveram entre os fenômenos que provocaram a suspensão das aulas e dificultaram o acesso à educação.

No Brasil, ao menos 745 mil alunos ficaram sem frequentar as escolas devido a impactos climáticos. O levantamento inclui estudantes do Rio Grande do Sul, onde uma onda de calor suspendeu atividades no início do ano passado, e do Paraná, afetado por um tornado em novembro.

De acordo com o Unicef, os efeitos são mais severos em países de menor renda, que concentram 75% dos estudantes atingidos pelas interrupções. Essas nações, em geral, têm menos recursos para adaptar sistemas educacionais e proteger comunidades diante de eventos extremos.

Além das perdas de aprendizagem, a ausência prolongada das aulas pode comprometer o desenvolvimento dos alunos e reduzir o acesso a serviços associados ao ambiente escolar, como alimentação, convivência social e medidas de proteção contra a violência.

O relatório recomenda que governos e instituições do setor priorizem o fortalecimento da resiliência climática nas redes de ensino. Entre as medidas estão a ampliação de investimentos em infraestrutura escolar, a preparação de crianças e jovens e o aperfeiçoamento de dados sobre clima e educação.

No Brasil, o Ministério da Educação informou que atua na recuperação de defasagens de aprendizagem e na prevenção dos impactos causados por alterações no calendário escolar. As ações incluem orientações para a reorganização das atividades letivas em situações de crise e, quando necessário, a adoção de atividades pedagógicas fora do formato presencial.

A pasta também elaborou um guia de respostas educacionais a emergências climáticas, com diretrizes voltadas à redução dos prejuízos ao funcionamento das escolas e à continuidade da aprendizagem.

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