# BNDES abre habilitação para crédito de R$ 22,6 bilhões do Plano Brasil Soberano
Empresas impactadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras e pelos efeitos da guerra no Oriente Médio já podem solicitar habilitação para acessar os financiamentos do Plano Brasil Soberano.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu nesta quinta-feira (17) o protocolo para análise das empresas interessadas. O programa reúne R$ 22,6 bilhões em crédito, sendo R$ 13,5 bilhões provenientes do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões do próprio BNDES.
Os recursos poderão ser usados para capital de giro, compra de máquinas e equipamentos e realização de investimentos.
A medida marca a terceira etapa do Plano Brasil Soberano, criado em meados de 2025 como resposta à sobretaxa aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Em março de 2026, o programa foi ampliado para contemplar empresas prejudicadas pelo conflito no Oriente Médio.
Nesta nova fase, o crédito será destinado a três grupos. O primeiro reúne exportadoras de bens e seus fornecedores afetados pelas tarifas americanas. O segundo abrange setores industriais considerados relevantes para o comércio exterior ou estratégicos para a transição a uma economia de baixo carbono.
O terceiro grupo inclui exportadoras e fornecedores que comercializam bens com países do Golfo Pérsico: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã.
Entre os segmentos enquadrados como estratégicos estão as indústrias têxtil, química, farmacêutica e automotiva, além de empresas de minerais críticos, fertilizantes, máquinas e equipamentos.
Para companhias que alegam impactos das tarifas dos EUA ou da guerra no Oriente Médio, haverá exigências específicas de elegibilidade. Uma delas é comprovar que ao menos 1% do faturamento esteja relacionado ao comércio com os países envolvidos.
As taxas de juros variam de 4,3% a 17,5% ao ano, conforme o porte da empresa, a finalidade do financiamento e outras condições da operação.




