# Dólar fecha perto de R$ 5,20 e Ibovespa recua abaixo dos 184 mil pontos
O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (24) a R$ 5,1931, alta de 0,47%, no maior nível desde o fim de agosto. Durante o dia, a moeda chegou a R$ 5,202. Com o resultado, acumula valorização de 0,26% em setembro, mas ainda registra queda de 5,39% no ano.
O Ibovespa caiu 0,99% e fechou aos 183.965,91 pontos. A máxima da sessão foi de 186.211,43 pontos, e a mínima, de 183.834,97 pontos.
A cautela nos mercados foi impulsionada pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A taxa do papel de dez anos chegou a 5,2209% no fim da tarde, ante 5,114% na sessão anterior. Juros mais elevados nesses títulos tendem a reduzir o interesse por ativos de maior risco, como os de países emergentes.
No Brasil, o Banco Central vendeu US$ 1 bilhão em dois leilões de linha, operações nas quais os dólares são ofertados com compromisso de recompra futura. Na véspera, a instituição havia informado que o fluxo cambial estava negativo em US$ 7,078 bilhões em setembro, até o dia 18.
O BC também reduziu de 2% para 1,8% sua projeção de crescimento do PIB em 2026. Para 2027, a estimativa é de expansão de 1,4%.
As contas públicas permaneceram no radar dos investidores. Os ministérios da Fazenda e do Planejamento diminuíram de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões a necessidade de contenção de despesas, mas elevaram a previsão de déficit efetivo em 2026 para R$ 80,9 bilhões. O mercado também acompanhou a divulgação de pesquisas eleitorais.
No exterior, as incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e a possível reabertura do Estreito de Ormuz pressionaram os preços do petróleo. O Brent avançou 3,41%, para US$ 106,60 por barril, enquanto o WTI subiu 2,65%, para US$ 94,61. A alta da commodity ampliou as preocupações com a inflação e seus possíveis efeitos sobre os juros.




