Os Estados Unidos anunciaram a retirada da tarifa adicional de 10% aplicada a 238 produtos, mas a sobretaxa de 40% imposta no fim de julho permanece sobre a maior parte dos itens brasileiros exportados ao mercado norte-americano.
Do total, 80 produtos brasileiros foram diretamente beneficiados pela eliminação da tarifa de 10%, mas apenas quatro passaram a ter isenção completa das tarifas para os EUA: três tipos de suco de laranja e a castanha-do-pará. Os outros 76 itens continuam sujeitos à sobretaxa de 40%, entre eles cafés não torrados, cortes de carne bovina, frutas e hortaliças.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estimou que os 80 itens beneficiados corresponderam a US$ 4,6 bilhões em exportações em 2024, equivalente a cerca de 11% do total enviado pelo Brasil aos Estados Unidos.
No segmento de carnes, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que a tributação sobre a carne bovina brasileira caiu de 76,4% para 66,4% com a retirada da tarifa global de 10%. Antes das medidas adotadas pela administração anterior dos EUA, a alíquota sobre o produto estava em 26,4%.
No café, a tarifa aplicada ao grão brasileiro recuou de 50% para 40%. Em contraste, as tarifas foram zeradas para o café colombiano e ficaram praticamente zeradas para o vietnamita. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) apontou a necessidade de análises técnicas sobre o alcance das mudanças. O Brasil produz cerca de metade do café tipo arábica no mundo e fornece aproximadamente um terço dos grãos importados pelos EUA.
Setores industriais e agropecuários divulgaram notas sobre a mudança, ressaltando a importância de novas rodadas de negociação para ajustar as condições comerciais entre Brasil e Estados Unidos.




