O Ministério da Saúde anunciou neste domingo (30) um investimento de R$ 9,8 bilhões em ações de adaptação no Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos contemplam a construção de novas unidades e a compra de equipamentos preparados para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.
As iniciativas fazem parte do AdaptaSUS, plano apresentado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém. O objetivo é preparar a rede de saúde para os impactos climáticos previstos.
O anúncio foi feito no 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão). No evento, o ministério lançou o Guia Nacional de Unidades de Saúde Resilientes, documento com orientações para a construção e adaptação de unidades básicas de saúde (UBS), unidades de pronto atendimento (UPA) e hospitais.
O guia passa a integrar projetos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Saúde). Entre as diretrizes estão estruturas reforçadas, autonomia de energia e abastecimento de água, aplicação de inteligência predial e padrões de segurança para resistir a eventos climáticos extremos.
Também foi instalada uma instância técnica para detalhar as diretrizes de resiliência. O grupo reúne especialistas do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e de conselhos de saúde.
No mesmo congresso, o ministério anunciou a criação da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep). A nova estrutura visa modernizar o sistema brasileiro de avaliação ética em estudos com seres humanos.
O Inaep tem como propostas agilizar análises, reduzir duplicidades, definir critérios de risco e regular biobancos, com a intenção de alinhar o país a práticas internacionais e ampliar sua participação em pesquisas clínicas globais.




