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quinta-feira, março 12, 2026

Plano para biodiversidade prevê criação de novas unidades de conservação

Uma em cada três espécies de árvores no mundo está ameaçada de extinção. No Brasil, que concentra cerca de 15% da biodiversidade planetária, são registradas aproximadamente 1.200 espécies animais em risco e 3.700 espécies de flora e fungos ameaçadas.

As principais causas apontadas para esse cenário são a perda e degradação de ecossistemas, as mudanças climáticas, a exploração insustentável da biodiversidade, a poluição e a introdução de espécies exóticas invasoras.

Nesta segunda-feira, o Ministério do Meio Ambiente lançou a Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB) para o período 2025–2030. O objetivo do documento é definir medidas urgentes para reverter a perda de biodiversidade e os mecanismos para sua implementação.

O plano está previsto na Convenção sobre Diversidade Biológica, assinada pelo Brasil em 1992, e foi elaborado com participação da sociedade civil, do setor empresarial, da academia e de governos federal e estaduais.

A EPANB inclui 234 ações distribuídas entre 20 ministérios e 30 órgãos da administração federal. Entre as metas definidas para 2030 estão:

– criação de 3 milhões de hectares de unidades de conservação na Amazônia;
– criação de 200 mil hectares na Caatinga e 200 mil hectares no Pantanal;
– criação de 50 mil hectares no Cerrado;
– propostas para novas unidades de conservação somando 200 mil hectares na Mata Atlântica e no Pampa;
– ampliação para 30% do território coberto por corredores ecológicos no país;
– restauração de 180 mil hectares de cobertura vegetal em áreas urbanas.

O plano estabelece prazos, responsabilidades e ações setoriais para alcançar essas metas ao longo do período 2025–2030.

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