14.5 C
Dourados
sexta-feira, julho 3, 2026

Exposição no Rio revela raízes africanas compartilhadas por Brasil e Cuba

A exposição “Mamáfrica — Ancestralidades Africanas entre Brasil e Cuba” foi inaugurada nesta terça-feira (9/12) no Paço Imperial, no Rio de Janeiro. A mostra reúne 80 obras assinadas por 68 artistas, entre pinturas, esculturas e instalações, e aborda temas como ancestralidade, espiritualidade, cotidiano, festas populares e expressões afro-latino-americanas.

A iniciativa já passou por Salvador, São Paulo e Santos e integra um projeto de aproximação cultural entre Brasil e Cuba.

Entre as peças em destaque está La trata del Esclavo, do cubano Pedro Luis Ramirez Garcia, que retrata homens escravizados mortos em um navio. Também compõem a exposição obras em estilo Naïf produzidas por um coletivo de mulheres da Paraíba.

A curadoria agrega artistas cubanos e brasileiros, de diferentes regiões e origens raciais, e evidencia abordagens diversas sobre a herança africana. Parte das obras brasileiras privilegia representações da cultura afro no contexto nacional — festas populares, culinária e relações de poder — enquanto trabalhos cubanos recorrem com frequência a referências à origem africana e a imagens da fauna e das comunidades africanas.

Na passagem pelo Rio, a mostra presta homenagem a duas referências da cultura negra brasileira: Tia Ciata, considerada matriarca do samba carioca e líder religiosa; e Heitor dos Prazeres, músico, compositor e artista visual que retratou o cotidiano de morros, favelas e rodas de samba.

A exposição fica em cartaz no Paço Imperial até 1º de março de 2026 e, em seguida, segue para Brasília. A entrada é gratuita.

OUTRAS NOTÍCIAS

REDES SOCIAIS

6,760FãsCurtir
122SeguidoresSeguir
6,890InscritosInscrever
spot_img

VÍDEOS