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sábado, maio 2, 2026

No primeiro sermão de Natal, papa lamenta sofrimento dos palestinos em Gaza

O papa Leão XIV criticou as condições dos palestinos em Gaza durante o sermão de Natal nesta quinta-feira (25), em um pronunciamento incomum por sua firmeza em um evento tradicionalmente centrado na espiritualidade.

No discurso, o pontífice destacou as precárias acomodações em Gaza, relatando tendas e abrigos expostos à chuva, ao vento e ao frio por semanas. O tema da atenção aos imigrantes e refugiados também apareceu na celebração, com referência aos deslocamentos que atravessam o continente norte-americano.

Leão XIV celebrou o primeiro Natal desde sua eleição, em maio, como sucessor do papa Francisco. Apresentado como mais calmo e diplomático que o antecessor, ele costuma evitar referências políticas em sermões, embora tenha tratado de várias crises humanitárias nesta ocasião.

O papa vinha manifestando preocupação com Gaza em pronunciamentos recentes e, segundo relatos, defendeu anteriormente a inclusão da criação de um Estado palestino como parte de uma solução para o conflito. Em outubro houve um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, após dois anos de intensos bombardeios e operações militares desencadeados por um ataque do Hamas contra comunidades israelenses em outubro de 2023. Agências humanitárias alertam que há ainda pouca ajuda chegando a Gaza, onde grande parte da população ficou sem moradia.

A missa de Natal na Basílica de São Pedro reuniu milhares de fiéis. Além de Gaza, o papa abordou a situação dos sem-teto no mundo e a destruição provocada por guerras, afirmando que conflitos deixam escombros e feridas abertas, e ressaltando o impacto sobre jovens forçados a lutar.

Na tradicional bênção “Urbi et Orbi”, concedida do balcão central da basílica, Leão XIV pediu o fim de todos os conflitos globais e citou países afetados por guerras e tensões, entre eles Ucrânia, Sudão, Mali, Mianmar, Tailândia e Camboja. Em relação à Ucrânia, ele apelou para que as partes envolvidas, com apoio da comunidade internacional, avancem para um diálogo. Sobre a fronteira entre Tailândia e Camboja, onde os combates já se estendiam por três semanas, o papa assinalou a necessidade de restaurar relações e buscar reconciliação após confrontos que deixaram ao menos 80 mortos.

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