A Enel atualizou para 4,4 milhões o número de clientes afetados pelo apagão ocorrido em dezembro em decorrência da passagem de um ciclone extratropical por São Paulo.
A empresa havia informado anteriormente um impacto de cerca de 2 milhões de clientes na capital e na região metropolitana. Esse número correspondia ao pico de consumidores desconectados simultaneamente, registrado em tempo real.
Segundo o comunicado da concessionária, os ventos fortes persistiram por cerca de 12 horas. Durante o processo de religação de unidades, novas quedas ocorreram de forma sucessiva, o que elevou o total acumulado de desligamentos no dia 10 e foi verificado em análise posterior ao evento.
A Enel afirma ter auditado os dados e encaminhado as informações à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 19 de dezembro.
A crise no fornecimento levou o governo do Estado de São Paulo e a prefeitura a pedir o rompimento do contrato com a concessionária. Em dezembro, Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes, em conjunto com o Ministério de Minas e Energia, anunciaram que apresentariam à Aneel pedido de caducidade do contrato de concessão da Enel na capital.
No dia 12, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a abertura de investigação sobre as falhas da concessionária em São Paulo.
O ciclone que atingiu a região nos dias 10 e 11 de dezembro provocou rajadas de vento de até 98 km/h em algumas áreas metropolitanas. Mais de 330 árvores foram derrubadas, muitas caindo sobre a rede elétrica e contribuindo para a interrupção do fornecimento.
Milhares de moradores permaneceram sem energia por dias após o episódio.




