Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), foi morto durante uma operação militar realizada no domingo (22) em Jalisco.
Autoridades mexicanas chegaram ao local após rastrear uma pessoa de confiança ligada a uma das companheiras do narcotraficante. Informações adicionais fornecidas por serviços de inteligência dos Estados Unidos também contribuíram para a localização do imóvel, em Tapalpa, onde El Mencho teria se reunido com seu círculo próximo.
A operação, deflagrada no domingo, envolveu forças especiais do Exército, da Aeronáutica e da Guarda Nacional. Foram mobilizados seis helicópteros e aeronaves modelo Texan. No primeiro confronto, a segurança pessoal do líder abriu fogo, permitindo que ele e parte de sua equipe fugissem. Na posse dos suspeitos foram encontradas armas pesadas, incluindo sete fuzis, granadas e dois lançadores de foguetes.
As tropas estabeleceram um perímetro e localizaram El Mencho escondido em área de vegetação rasteira. Em novo tiroteio, um helicóptero estatal sofreu um pouso de emergência após ser atingido por um projétil. Equipes médicas militares prestaram socorro no local e solicitaram evacuação aérea para um centro médico em Jalisco. El Mencho faleceu durante o transporte.
As duas trocas de tiros na operação resultaram na morte de 15 suspeitos ligados ao CJNG. Três militares ficaram feridos.
A morte do narcotraficante desencadeou uma onda de violência em todo o país no domingo, com bloqueios de vias, veículos incendiados e ataques a prédios públicos e comerciais. O Gabinete de Segurança da Presidência registrou 252 bloqueios em 20 dos 31 estados e informou a ocorrência de 27 agentes estaduais mortos e 30 suspeitos mortos relacionados às ações violentas. Segundo as autoridades, o cartel ofereceu recompensa de 20 mil pesos por militar assassinado durante as ações.
Desde 2016 El Mencho constava na lista de procurados dos Estados Unidos, que chegou a oferecer recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à sua captura. O governo mexicano havia estabelecido recompensa de 30 milhões de pesos.
O Cartel Jalisco Nueva Generación expandiu-se a partir da década de 2010 e consolidou-se como uma das principais organizações criminosas do México, com presença em rotas de tráfico e participação significativa na produção e exportação de drogas sintéticas.
Na segunda-feira (23) não foram registrados novos distúrbios generalizados nas ruas, segundo informações oficiais. As autoridades afirmaram que as ações de segurança seguem em curso.




