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quarta-feira, março 11, 2026

Países liberam reservas estratégicas de petróleo em resposta à guerra no Irã

A Agência Internacional de Energia (AIE), formada por uma coalizão de 32 países, decidiu por unanimidade liberar 400 milhões de barris de suas reservas de emergência de petróleo. A medida tem o objetivo de tentar reduzir a pressão sobre os preços dos combustíveis causada pela atual crise no Oriente Médio.

A AIE informou que esse é o maior volume de reservas emergenciais já disponibilizado pela agência e que os barris serão usados para compensar a perda de oferta decorrente do fechamento efetivo do Estreito de Ormuz.

O preço do petróleo Brent seguia em alta de cerca de 4% nesta quarta-feira (11), situando-se aproximadamente 30% acima dos níveis anteriores ao conflito. A valorização ocorre após o Irã fechar o Estreito de Ormuz em retaliação a ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.

Estima-se que aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo e derivados cruzem o Estreito de Ormuz diariamente, o que representa cerca de 25% do comércio global de hidrocarbonetos. A liberação anunciada pela AIE equivale, segundo a agência, a cerca de 20 dias desse fluxo.

Os 400 milhões de barris representam cerca de um terço dos 1,2 bilhão de barris de reservas mantidos pelos países membros da AIE. Além desse montante, existem outros 600 milhões de barris sob estoques da indústria mantidos por obrigação governamental.

Não foi estabelecido um prazo fixo para a entrega dos estoques ao mercado. A AIE informou que a disponibilidade das reservas será coordenada conforme as circunstâncias nacionais de cada país-membro e poderá ser complementada por medidas adicionais adotadas por alguns governos.

A agência é majoritariamente composta por países europeus. Nos Américas, integram a AIE o Canadá, o México, o Chile e os Estados Unidos.

Além do petróleo, a AIE apontou preocupações com o fornecimento de gás natural liquefeito (GNL). A agência destacou a escassez de alternativas para substituir volumes interrompidos provenientes do Catar e dos Emirados Árabes Unidos, e estimou uma redução de cerca de 20% na oferta global de energia. A Ásia aparece como a região mais afetada no setor de gás, com países de alta renda competindo por cargas de GNL disponíveis.

O Irã intensificou ameaças a navios que transitarem pelo Estreito de Ormuz em benefício de Estados Unidos, Israel ou aliados. Autoridades iranianas afirmaram ter atingido dois navios — um de propriedade israelense e outro de bandeira liberiana — que teriam tentado atravessar o estreito sem autorização de Teerã.

Em resposta à situação, o presidente da França convocou uma reunião dos países do G7 para tratar dos desdobramentos da crise energética. O G7 é formado pelos Estados Unidos, Canadá, Japão, Itália, Reino Unido, Alemanha e França.

Nos Estados Unidos, o preço médio dos combustíveis nas bombas subiu cerca de 60 centavos por galão, alcançando US$ 3,50, o maior valor desde maio de 2024, segundo levantamento divulgado pela imprensa internacional.

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