A exposição “Coexistir Habitar” reúne trabalhos assinados por 27 egressos dos sistemas prisional e socioeducativo, além de obras de familiares. A mostra está em cartaz em um espaço de arte contemporânea instalado em um casarão do século 19 no centro histórico do Rio de Janeiro, no Largo das Artes.
A iniciativa é resultado de um curso realizado pelo Museu da Vida Fiocruz, que utilizou o projeto como ferramenta de escuta e de reconstrução de trajetórias dos participantes. A curadoria é assinada por Jean Carlos Azuos.
As obras exploram temas como espiritualidade, cotidiano, relações familiares, experiências de trabalho e a presença de corpos negros periféricos na cidade. A produção abrange linguagens variadas, como pintura, vídeo, escultura e instalação.
Ao ocupar o Largo das Artes, a mostra articula a presença de territórios historicamente marginalizados com o circuito cultural tradicional do Rio de Janeiro, inserindo essas produções no debate público.
A programação paralela inclui encontros com artistas, rodas de conversa e ações mediadas por educadores. Essas atividades artístico-pedagógicas se estendem durante todo o período da exposição, com o objetivo de ampliar o diálogo com diferentes públicos.
A entrada é gratuita. A visitação vai até 25 de abril, de terça a sábado, das 10h às 17h. Endereço: Rua Luís de Camões, região central do Rio de Janeiro.




