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domingo, abril 19, 2026

Peça em São Paulo reconta histórias da Guerra de Canudos

Restinga de Canudos está em cartaz no Itaú Cultural, em São Paulo. A montagem da Companhia do Tijolo foi premiada no ano passado pela Associação Paulista de Críticos de Arte como melhor direção.

A peça retrata histórias anônimas da Guerra de Canudos, ocorrida entre 1896 e 1897 no sertão da Bahia. Em vez de centrar-se apenas em Antônio Conselheiro, o espetáculo dá voz às pessoas comuns que vivenciaram o conflito.

A produção destaca, entre outros personagens, duas professoras, agricultores, beatos, cantadores, um indígena e um praticante do culto afro-indígena da Jurema Sagrada. A equipe responsável afirma que a montagem ressalta o papel das mulheres educadoras na formação e na alfabetização da comunidade, contrapondo versões que alegavam ausência de escolas em Canudos.

Há quase 20 anos, a Companhia do Tijolo desenvolve pesquisas sobre educação popular e o pensamento de Paulo Freire. O nome do grupo faz referência a uma imagem usada por Freire ao tratar da alfabetização de trabalhadores da construção civil. Com Restinga de Canudos, o coletivo amplia suas investigações sobre práticas educativas e memória social.

O espetáculo também se apresenta como homenagem às pessoas que morreram durante o conflito, buscando integrar as vozes anônimas ao registro histórico.

Restinga de Canudos permanece em cartaz até 26 de abril, com sessões de quinta a domingo. A reserva de ingressos é feita na terça-feira da mesma semana por meio do site do Itaú Cultural.

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