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quarta-feira, abril 29, 2026

Polícia procura o rapper Oruam, a mãe e o irmão em operação contra o Comando Vermelho

Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) do Rio de Janeiro deflagraram, nesta quarta-feira (29), mais uma fase da Operação Contenção voltada a desmantelar o braço financeiro do Comando Vermelho, responsável pela movimentação e ocultação de recursos provenientes do tráfico.

Entre os alvos de mandados de prisão e de busca e apreensão estão Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, sua mãe, Márcia Nepomuceno, e Lucas, irmão do rapper. Os três permanecem foragidos. Outro alvo foi o líder da facção, conhecido como Marcinho VP — marido de Márcia e pai de Mauro Davi e Lucas — que já está preso desde 1996.

Até o momento, foi detido o suspeito apontado como operador financeiro da organização, identificado como Carlos Alexandre Martins da Silva.

A operação resulta de uma investigação de aproximadamente um ano, segundo a polícia. O inquérito se apoiou na análise de dados extraídos de aparelhos eletrônicos apreendidos e no cruzamento de informações obtidas em fontes digitais, sistemas informáticos e registros financeiros.

As apurações identificaram um esquema estruturado para receber, pulverizar e reinserir valores ilícitos na economia formal. Conforme a polícia, recursos do tráfico eram repassados por lideranças a operadores financeiros, que fracionavam os montantes por meio de contas de terceiros e os utilizavam para pagar despesas, adquirir bens e ocultar patrimônio.

Também foram detectadas movimentações incompatíveis com a renda declarada por investigados, o que, segundo os investigadores, aponta para a origem ilícita dos recursos. A investigação aponta ainda atuação coordenada de diversos integrantes, com operadores intermediando transações sucessivas para dificultar o rastreamento do dinheiro.

A Operação Contenção tem como objetivo desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da principal facção criminosa do estado e prender traficantes.

No balanço divulgado até agora, a ação já resultou em mais de 300 prisões, 136 suspeitos mortos e a apreensão de cerca de 470 armas — entre elas 190 fuzis — e mais de 51 mil munições.

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