O Brasil defendeu nesta segunda-feira (11), em Paris, que a inclusão da população mais pobre no orçamento público é uma medida fundamental para o desenvolvimento econômico e social. A posição foi apresentada durante uma conferência da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A avaliação do governo brasileiro é de que a melhora nas condições de vida da população de baixa renda também impulsiona a economia. Por isso, o combate à fome e à pobreza deve deixar de ser tratado como uma ação separada e passar a integrar o centro das decisões econômicas.
Segundo a proposta apresentada, políticas voltadas à superação da miséria precisam ir além da ajuda imediata e ser acompanhadas de ações capazes de ampliar renda, emprego e acesso a serviços essenciais.
O governo sustenta que a estratégia adotada no país busca combinar proteção social, segurança alimentar, crédito, educação e geração de renda. A articulação entre essas áreas, segundo essa visão, fortalece a inclusão produtiva e contribui para a redução da pobreza.
A defesa brasileira também inclui a integração entre proteção social e resposta a crises, com atenção à resiliência climática e a sistemas públicos mais coordenados.




