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terça-feira, maio 12, 2026

Transtornos de saúde foram responsáveis por 28% dos acidentes nas rodovias do país

Questões de saúde física e emocional dos motoristas estiveram presentes em quase um terço dos sinistros de trânsito registrados nas rodovias brasileiras entre 2014 e 2024. A informação é de um levantamento da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

No período analisado, foram contabilizadas 1.206.491 ocorrências associadas a problemas de saúde, como ausência de reação, sono, falta de atenção, transtornos mentais, mal súbito e uso de substâncias. O total representa 27,8% dos 4.339.762 sinistros registrados nas rodovias federais no intervalo de 10 anos.

Os dados também mostram que fatores ligados ao comportamento do condutor concentraram a maior fatia dos registros. Esse grupo respondeu por 49% dos casos, ou 2.144.175 ocorrências, e inclui situações como ultrapassagem em local proibido e excesso de velocidade.

Somados, os fatores humanos e os relacionados à saúde respondem por cerca de 80% dos sinistros registrados nas rodovias federais no período.

Entre as demais causas apontadas pela Abramet, 8% dos sinistros estiveram ligados a problemas na infraestrutura viária, como pista mal projetada, defeitos no pavimento e falta de sinalização. Quase 7% foram associados à conservação dos veículos, incluindo falhas de freio, pneus em más condições, suspensão comprometida e problemas nos faróis. Aspectos ambientais, como chuva intensa, neblina e animais na pista, representaram 4% das ocorrências.

A análise por estado mostra diferenças relevantes na participação dos problemas de saúde nos sinistros. Em algumas unidades da federação, esse tipo de ocorrência ultrapassa 30% do total acumulado no período. Segundo o levantamento, esse cenário é mais comum em áreas com grande fluxo de transporte de cargas e longas distâncias, onde aparecem com frequência registros de fadiga, distúrbios do sono e uso de álcool e outras substâncias psicoativas.

A média nacional é de 28%. Dez estados ficaram acima desse patamar. Roraima lidera o ranking proporcional, com 35,1% das ocorrências ligadas à saúde. Em seguida aparecem Mato Grosso do Sul, com 32,1%; Pará, com 30,3%; Rio Grande do Sul, com 30,1%; e Piauí, com 30%.

Outros 15 estados ficaram abaixo da média nacional. O Acre teve exatamente o mesmo índice do país.

Em números absolutos, Minas Gerais lidera a lista de rodovias federais com mais sinistros associados a problemas de saúde, somando 154.648 casos. Depois aparecem Paraná, com 134.358; Santa Catarina, com 120.665; Rio Grande do Sul, com 95.059; e São Paulo, com 84.250.

Na outra ponta, os menores volumes foram registrados no Amapá, com 2.681 ocorrências, Amazonas, com 2.896, e Acre, com 4.219.

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