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quinta-feira, maio 14, 2026

Petrobras reativa fábricas de fertilizantes para suprir 35% da demanda brasileira

A Petrobras projeta ampliar para mais de um terço a participação na demanda nacional por fertilizantes com a retomada de plantas industriais próprias. A estratégia faz parte do plano da estatal para reduzir a dependência externa do insumo, considerado estratégico para o agronegócio brasileiro.

O anúncio ocorreu nesta quinta-feira (14), durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen), em Camaçari, na região metropolitana de Salvador. O presidente esteve acompanhado por dirigentes da Petrobras, ministros e pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.

Reiniciada em janeiro de 2026, após cerca de seis anos paralisada, a unidade recebeu investimento de R$ 100 milhões. A planta tem capacidade para produzir 1,3 mil toneladas de ureia por dia, volume equivalente a cerca de 5% da demanda nacional. A retomada também gerou 900 empregos diretos e 2,7 mil indiretos na região.

A reativação da Fafen na Bahia integra um conjunto maior de iniciativas da Petrobras no setor. A estatal também reabriu a unidade de Laranjeiras, em Sergipe, e a Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. Além disso, a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, está em construção e deve entrar em operação em 2029.

Com essas quatro plantas, a Petrobras estima atender 35% da demanda brasileira por fertilizantes nitrogenados, como a ureia. O insumo é produzido a partir de matéria-prima derivada do gás natural, também fornecido pela estatal.

A ampliação da produção ocorre em um contexto de forte dependência do mercado externo. O Brasil importa cerca de 90% dos fertilizantes usados na agricultura, setor que sustenta grande parte das exportações do país e exige alto volume de insumos para manter a produção em escala.

Durante a agenda na Bahia, Lula defendeu a retomada da fabricação nacional de fertilizantes e associou o movimento à reindustrialização do país. O presidente também fez críticas à venda de ativos da Petrobras em governos anteriores, incluindo a BR Distribuidora, hoje Vibra, alienada entre 2019 e 2021. Segundo ele, a operação reduziu a capacidade da estatal de atuar sobre a política de preços dos combustíveis.

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