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quarta-feira, maio 20, 2026

Dor de cabeça recorrente preocupa médicos e pode indicar excesso de episódios

No Dia Nacional de Combate à Cefaleia, celebrado nesta terça-feira (19), especialistas reforçam a importância de investigar dores de cabeça frequentes, especialmente quando os episódios ocorrem três ou mais vezes por mês durante pelo menos três meses. A orientação é procurar avaliação médica para identificar a causa do problema e evitar que sintomas potencialmente graves passem despercebidos.

A cefaleia está entre as condições neurológicas mais comuns do mundo e afeta a qualidade de vida de milhões de pessoas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40% da população global, o equivalente a 3,1 bilhões de pessoas, convive regularmente com dor de cabeça. Entre os tipos mais incapacitantes, a enxaqueca ocupa posição de destaque e atinge aproximadamente 15% da população mundial.

No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas têm enxaqueca crônica. O quadro é caracterizado por crises em 15 dias ou mais por mês e pode vir acompanhado de náuseas, sensibilidade à luz e ao som. Embora muitas dores tenham relação com estresse, desidratação ou noites mal dormidas, a cefaleia também pode indicar doenças como sinusite, enxaqueca crônica e até aneurisma.

Especialistas alertam que dores persistentes não devem ser tratadas como algo normal da rotina. Mudanças no padrão da dor, início súbito e muito intenso, associação com alterações na visão, na fala ou na força, além de episódios com confusão mental, perda de consciência ou desequilíbrio, exigem atenção imediata.

A Sociedade Brasileira de Cefaleia também chama atenção para fatores que podem piorar ou desencadear o problema, como alimentação inadequada, jejum prolongado, consumo excessivo de gordura e álcool, sedentarismo, tabagismo, obesidade, ansiedade e depressão. Em muitos casos, o tratamento precisa envolver diferentes áreas da saúde, não apenas a neurologia.

A entidade também alerta para os riscos da automedicação. Quando as crises são raras, o uso eventual de analgésicos pode não trazer maiores consequências. No entanto, se as dores se tornam frequentes, o paciente pode precisar de tratamento preventivo, e o uso indiscriminado de remédios pode agravar a situação.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, cerca de 90% das pessoas que sofrem com o problema têm algum impacto na rotina, com prejuízos no trabalho, nos estudos, no lazer e na vida sexual. Para ampliar a conscientização, a entidade instituiu o Maio Bordô, mês dedicado ao tema, e mantém a campanha que recomenda buscar ajuda profissional quando há três episódios mensais por três meses consecutivos.

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