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sábado, maio 23, 2026

Mensalidades das faculdades particulares caem 4,3% em 2026

Os preços das mensalidades dos cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior recuaram em 2026 na comparação com 2025. A queda foi de 4,3% nos cursos presenciais e de 1,8% na educação a distância (EAD), segundo estudo apresentado nesta sexta-feira (22) durante o Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular, no Rio de Janeiro.

A pesquisa Cenário de Precificação da Graduação – Brasil 2026 foi elaborada pela Hoper Educação em parceria com a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). O levantamento considera os valores efetivamente cobrados pelas instituições, já com descontos comerciais e de pontualidade.

A mediana das mensalidades presenciais ficou em R$ 835 em 2026. No caso da EAD, o valor mediano foi de R$ 214. Em 2025, esses números eram de R$ 873 e R$ 218, respectivamente.

A mediana representa o valor central da amostra, com metade das mensalidades acima e metade abaixo desse patamar.

Desde o início da série histórica, em 2013, os maiores valores medianos foram registrados em 2015, nos cursos presenciais, com R$ 1.278, e em 2013, na EAD, com R$ 524.

Entre os cursos presenciais, as engenharias aparecem entre as áreas que mais perderam valor ao longo da série histórica. A mediana caiu de R$ 1.743, em 2016, para R$ 967, em 2026.

O estudo atribui esse movimento à combinação de queda na demanda, expansão da oferta, competição mais intensa entre instituições e migração de modalidade.

Medicina continua sendo o curso mais caro da graduação privada no país. Em 2026, a mediana da mensalidade chega a R$ 11,4 mil.

A pesquisa aponta que o mercado de ensino superior privado enfrenta pressão competitiva crescente e que os estudantes passaram a avaliar com mais atenção a relação entre preço e qualidade das formações.

Nesse cenário, instituições que não conseguem se diferenciar tendem a disputar alunos principalmente por preço. A precificação, segundo o estudo, passou a depender também da capacidade de demonstrar valor acadêmico, empregabilidade, reputação, experiência e confiança.

A EAD, por sua vez, vive uma fase de transição no país. Nos últimos anos, o Ministério da Educação suspendeu autorizações e credenciamentos após o avanço acelerado da modalidade e questionamentos sobre a qualidade dos cursos.

Em 2025, o MEC revisou as regras para a oferta de ensino superior a distância. Com o novo marco regulatório, nenhum curso de bacharelado, licenciatura ou tecnologia poderá ser 100% online.

Segundo o estudo, essa mudança ainda não foi totalmente incorporada aos preços praticados. Parte dos cursos que migraram para modelos semipresenciais continua com valores próximos aos da EAD de 2025, mesmo com a necessidade de mais estrutura e maior custo de oferta.

O levantamento também mostra a dimensão da rede privada no país. Dados do Censo da Educação Superior de 2024 indicam que havia 8,2 milhões de estudantes matriculados na graduação privada, o equivalente a quase 80% dos 10,2 milhões de alunos do ensino superior brasileiro.

No total, a educação a distância já superou o ensino presencial. São 5,2 milhões de matrículas na EAD, somando instituições públicas e privadas, ante 5 milhões no formato presencial.

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