Empresas de transporte coletivo urbano e rodoviário de passageiros terão mais tempo para pagar os financiamentos contratados pelo programa Move Brasil. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta terça-feira (26), a ampliação do prazo de pagamento das linhas de crédito, que passou de 60 meses para 120 meses.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a mudança tem como objetivo acelerar a renovação da frota de transporte coletivo no país, reduzir o valor das parcelas e incentivar a aquisição de veículos mais modernos e menos poluentes.
As operações seguem com carência de até seis meses para o início do pagamento do principal da dívida. Com isso, as empresas ganham fôlego maior para organizar o fluxo de caixa e diluir o custo dos financiamentos ao longo de dez anos.
A pasta afirmou que a alteração atende a uma demanda do setor, que lida com veículos de alto custo e frequentes dificuldades financeiras. Na avaliação do governo, o prazo anterior era insuficiente para acomodar as prestações no orçamento das operadoras.
Lançado no início do mês, o Move Brasil é um programa federal voltado ao financiamento da compra de veículos e equipamentos de transporte, incluindo ônibus urbanos, micro-ônibus, caminhões, caminhões-tratores e implementos rodoviários. A iniciativa busca renovar frotas antigas e estimular o uso de veículos mais eficientes.
O programa tem R$ 14,5 bilhões em recursos autorizados pela Medida Provisória 1.353, de 2026.
As novas condições valem para empresários individuais do setor, empresas de transporte urbano e empresas de transporte rodoviário de passageiros. Os contratos são feitos por meio de bancos e instituições financeiras credenciadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que assumem integralmente o risco das operações.
Segundo o Ministério da Fazenda, a ampliação do prazo não altera os juros do programa nem gera impacto fiscal adicional além do subsídio já previsto.




