O Tribunal do Júri de Campo Grande condenou, nesta quarta-feira (27), João Augusto Borges de Almeida a 67 anos e 6 meses de prisão. A pena foi aplicada pelos crimes de duplo feminicídio qualificado e ocultação de cadáver, após julgamento realizado com base na denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
Segundo a acusação, o crime ocorreu em 26 de maio de 2025, na casa onde o réu morava com a companheira, Vanessa Eugênio Medeiros, de 23 anos, e a filha do casal, de 10 meses. As investigações apontam que o caso começou depois de uma discussão entre os dois.
De acordo com os autos, o homem matou a companheira por asfixia e, em seguida, também tirou a vida da criança, que foi estrangulada. Depois dos homicídios, ele teria colocado os corpos no porta-malas do carro e seguido até uma região isolada de Campo Grande.
No local, o réu teria usado combustível para incendiar os cadáveres, em tentativa de destruir provas e dificultar a identificação das vítimas.
A apuração do caso indica ainda que o relacionamento do casal durava cerca de dois anos e era marcado por brigas frequentes. A mulher queria encerrar a relação, enquanto o acusado resistia à separação. A investigação também aponta que ele temia ter de pagar pensão alimentícia para a filha.
Os elementos reunidos durante a investigação mostram ainda que o crime teria sido premeditado. Dias antes dos assassinatos, o acusado teria comentado com um colega de trabalho a intenção de matar a companheira e a filha.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo MPMS e condenou o réu pelos dois feminicídios e pela ocultação dos corpos.
Pelas mortes da companheira e da filha, a Justiça fixou pena de 31 anos e 3 meses para cada crime. Pela ocultação e destruição dos cadáveres, foram aplicados mais 5 anos de reclusão.
Com a soma das penas, a condenação total chega a 67 anos e 6 meses de prisão, em regime inicial fechado. O réu também foi condenado ao pagamento de indenização mínima de R$ 10 mil para cada vítima, como reparação aos familiares.




