21.3 C
Dourados
sexta-feira, maio 29, 2026

EUA querem limitar soberania do Brasil com decisão sobre facções

A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como terroristas foi interpretada por especialistas como parte de uma nova estratégia de Washington para a América Latina. Na avaliação de analistas ouvidos pela Agência Brasil, a medida reforça a ideia de uma soberania limitada para países da região e pode ampliar a pressão política sobre o Brasil.

Segundo esses especialistas, o enquadramento de grupos como terroristas abre espaço para ações mais agressivas por parte dos EUA, inclusive com possíveis efeitos sobre decisões internas de governos latino-americanos. A leitura é de que a política externa americana busca manter influência direta sobre a região.

O professor de relações internacionais da Universidade de São Paulo, Paulo Borba Casella, vê risco de que a classificação seja usada como fundamento para operações contra integrantes dessas organizações, sem necessidade de guerra formal ou aval do Congresso americano.

O cientista político Francisco Carlos Teixeira da Silva, professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro, avalia que a medida integra uma doutrina mais ampla de limitação da soberania dos países latino-americanos. Para ele, a estratégia dos EUA mira a manutenção da liderança política e econômica nas Américas.

Em novembro de 2025, o governo Trump divulgou a nova Estratégia Nacional de Segurança, na qual afirma que os EUA devem reforçar sua presença e proeminência na América Latina. Especialistas apontam que essa guinada está relacionada à disputa com a China, cuja influência econômica e tecnológica cresce na região e no cenário global.

Teixeira cita ainda o caso do México como exemplo das consequências desse tipo de classificação. Na visão dele, a identificação de cartéis como organizações terroristas foi seguida por ações de inteligência em território mexicano sem autorização do governo local, o que teria exposto a fragilidade da soberania do país.

O professor de economia internacional da UFRJ Luiz Carlos Prado afirma que a medida também pode servir de base para ampliar a pressão sobre instituições e grupos internos no Brasil. Na avaliação dele, o efeito prático é subordinar a política externa e as decisões domésticas brasileiras aos interesses de Washington.

Prado lembra ainda que os EUA costumam adotar justificativas de segurança nacional para embasar intervenções em outros países, citando exemplos do Oriente Médio. Para os especialistas, a nova política amplia a margem de atuação americana e aumenta o risco de interferência sobre governos da região.

OUTRAS NOTÍCIAS

Franklin participa de lançamento de curso da Fiocruz para agentes de saúde em MS

O vereador Franklin Schmalz (PT) participou, em Campo Grande, do lançamento do curso “Formação em Saúde Territorial, Vigilância e Participação Social”, promovido pela Fundação...

Prefeitura leva alimentos do PAA para idosos e famílias atendidas em espaço comunitário

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar (Semaf), tem ampliado o alcance do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)...

Prefeitura capacita servidores sobre Protocolo Eletrônico do sistema Betha

A Prefeitura de Dourados, por meio da Coordenação da Governança do Programa Cidades Inteligentes, representada pelas secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico e Inovação (Semdes)...

REDES SOCIAIS

6,729FãsCurtir
124SeguidoresSeguir
6,890InscritosInscrever
spot_img

VÍDEOS