As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 14% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou nesta quarta-feira (3) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A queda ocorre desde agosto do ano passado, quando passaram a valer as tarifas adotadas pelo governo de Donald Trump.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior, o comércio bilateral perdeu intensidade no mês. As vendas do Brasil para o mercado americano somaram US$ 3,09 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 3,21 bilhões. O saldo do mês ficou negativo em US$ 121 milhões para os brasileiros.
No acumulado de janeiro a maio, as exportações para os Estados Unidos totalizaram US$ 14,01 bilhões, com retração de 16%. As importações vindas do país chegaram a US$ 15,48 bilhões, queda de 12,6%. No período, o déficit comercial foi de US$ 1,47 bilhão.
A presença dos Estados Unidos na pauta exportadora brasileira também diminuiu, passando de 12% em maio de 2025 para 9,7% em maio deste ano.
Enquanto isso, a China ampliou sua participação. Em maio, as exportações brasileiras para o país asiático cresceram 9,5% e chegaram a US$ 10,5 bilhões. As compras brasileiras da China avançaram 24,2%, para US$ 6,8 bilhões. O resultado foi superávit de US$ 3,7 bilhões no mês.
Entre janeiro e maio, as vendas para a China somaram US$ 43,26 bilhões, alta de 21,8%. As importações atingiram US$ 30,76 bilhões, avanço de 4,1%. Com isso, o superávit no período foi de US$ 15,5 bilhões. A fatia chinesa nas exportações do Brasil subiu de 32,1% para 32,9%.
O Mdic também destacou o aumento das exportações de combustíveis derivados de petróleo, impulsionadas pela alta dos preços internacionais em meio ao conflito no Oriente Médio. Em maio, o volume embarcado de óleos combustíveis cresceu 75,2%, e o valor exportado aumentou 49,8%.
Já as exportações de petróleo bruto tiveram comportamento oposto. O valor caiu 9,3% e o volume recuou 42,1% na comparação com maio do ano passado.
No conjunto dos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil acumulou superávit comercial de US$ 32,662 bilhões, acima dos US$ 24,33 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2025. O resultado foi sustentado principalmente pelo avanço das vendas para a China e pelo desempenho de commodities e produtos ligados ao setor de energia.




