O prazo para inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 termina na sexta-feira (5). O cadastro deve ser feito exclusivamente pela internet, na Página do Participante, no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
A data-limite também vale para pedidos de atendimento pelo nome social e de atendimento especializado. Neste ano, o edital do Enem passou a incluir novas condições relacionadas a transtornos mentais, como ansiedade e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), além de outras situações já previstas, entre elas baixa visão, cegueira, deficiência física, auditiva e intelectual, dislexia, transtorno do espectro autista (TEA), gestação, lactação, diabetes, idade avançada, atendimento em classe hospitalar e fibromialgia.
Estudantes que concluíram o ensino médio em escolas públicas têm inscrição automática, mas precisam confirmar a participação no sistema, escolher a prova de língua estrangeira — inglês ou espanhol — e informar, se necessário, recursos de acessibilidade ou uso do nome social.
Após a inscrição, o sistema gera a Guia de Recolhimento da União (GRU), no valor de R$ 85. O pagamento deve ser feito entre 25 de maio e 10 de junho, por Pix, cartão de crédito, débito ou boleto, em bancos, casas lotéricas ou aplicativos bancários. A inscrição só é confirmada após a compensação do pagamento.
Mesmo os candidatos isentos da taxa precisam acessar o sistema para confirmar a participação. O mesmo vale para quem teve o pedido de isenção negado ou a justificativa de ausência reprovada.
As provas do Enem 2026 estão marcadas para os domingos 8 e 15 de novembro. O Inep trabalha para ampliar para cerca de 10 mil o número de locais de aplicação em todo o país. A estimativa é que cerca de 80% dos concluintes da rede pública façam o exame na própria escola, medida que busca reduzir deslocamentos e facilitar o acesso.
Para quem precisar realizar a prova em outro município, o Ministério da Educação informou que avalia alternativas de apoio logístico ao transporte.
O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil, por meio de programas como Sisu, Prouni e Fies. Universidades públicas e privadas também usam a nota em seus processos seletivos.
Desde 2025, o exame voltou a permitir a certificação da conclusão do ensino médio para participantes com 18 anos ou mais, desde que alcancem a pontuação mínima exigida em cada área e na redação. As notas também podem ser usadas em instituições portuguesas conveniadas ao Inep.




