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sábado, junho 6, 2026

MS mantém índices de obesidade infantil estáveis e reforça prevenção

O Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, lembrado na quarta-feira (3), reforça o alerta sobre um problema que afeta o desenvolvimento de crianças em todo o país. A condição está ligada, principalmente, à alimentação inadequada, ao sedentarismo e ao aumento do tempo diante das telas, podendo elevar o risco de doenças crônicas como diabetes e hipertensão.

Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Saúde destaca que o acompanhamento regular nas unidades básicas é essencial para prevenir e identificar precocemente alterações no estado nutricional. A avaliação do crescimento infantil é feita por meio da medição de peso e altura e pelo registro desses dados na Caderneta da Criança, ferramenta que permite acompanhar a curva de crescimento ao longo do tempo.

Quando há sinais de sobrepeso ou obesidade, as equipes de saúde podem orientar famílias e adotar medidas específicas para cada caso. A SES também chama atenção para a importância da participação dos responsáveis no acompanhamento periódico das crianças.

Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), referentes à Atenção Primária à Saúde no Estado, mostram estabilidade nos índices de obesidade infantil entre 2021 e 2025. Entre crianças de 0 a 5 anos, a média no período foi de 4,92%. Nesse grupo, o percentual passou de 5,90% em 2021 para 4,77% em 2025.

Na faixa de 5 a 10 anos, também houve leve redução. O índice de obesidade caiu de 9,49% para 9,04% no mesmo intervalo. Já a obesidade grave recuou de 5,76% para 5,37%.

A secretaria avalia que o cenário ainda exige vigilância constante para impedir o avanço da doença. Entre os fatores que influenciam esse quadro estão a maior oferta de alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, salgadinhos e biscoitos recheados, além da menor disponibilidade de alimentos frescos em algumas regiões e da redução de espaços e hábitos voltados à prática de atividade física.

A prevenção começa nos primeiros anos de vida. As orientações nacionais recomendam que não seja oferecido açúcar para crianças menores de 2 anos. O aleitamento materno exclusivo até os seis meses e mantido de forma complementar até os dois anos ou mais também é apontado como medida de proteção.

A SES mantém ações voltadas ao tema no Programa Saúde na Escola, com foco na promoção da alimentação saudável e no incentivo à atividade física. A pasta também atua na Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional, além de promover capacitações e fortalecer iniciativas de vigilância alimentar e de apoio à amamentação e à alimentação saudável na infância.

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