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domingo, junho 14, 2026

Concorrência do etanol e subsídio reduzem o preço da gasolina

A gasolina ficou mais barata nos postos em maio e foi o item que mais ajudou a reduzir a inflação oficial do mês. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço do combustível caiu 1,46%, com impacto de -0,08 ponto percentual no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou maio em 0,58%.

A queda veio após dois meses de alta, pressionada pelo conflito no Oriente Médio, que afetou a cadeia internacional do petróleo e elevou o custo de derivados como gasolina e diesel em vários países.

No mercado interno, a redução foi influenciada por dois fatores principais. Um deles foi a maior competitividade do etanol, que ficou 6,2% mais barato no mês e ampliou a oferta no mercado. Com isso, a gasolina também perdeu espaço nos preços praticados nos postos, especialmente em um país com grande frota de veículos flex.

O outro elemento foi a política de subvenção adotada pelo governo para combustíveis. Trata-se de um repasse financeiro a produtores e importadores, com o objetivo de amenizar o impacto de altas internacionais e evitar repasses mais fortes ao consumidor. Em maio, o valor da subvenção chegou a R$ 0,44 por litro na gasolina.

A medida também reduziu os efeitos de um reajuste recente anunciado pela Petrobras. A estatal aumentou em R$ 0,48 o preço do combustível, mas apenas R$ 0,04 chegaram ao consumidor final.

O diesel também teve queda em maio. Segundo o IBGE, o recuo foi de 2,34%, o quarto maior impacto de baixa no índice. O combustível havia subido 13,9% em março e 4,46% em abril, nos primeiros reflexos da guerra no Oriente Médio. Em maio, a subvenção ao diesel alcançou R$ 1,52 por litro para importadores e R$ 1,12 para produtores.

Mesmo com a deflação no grupo transportes, que recuou 0,46% no mês, o frete continuou pressionando outros itens da inflação, especialmente os alimentos. Esse grupo subiu 1,33% e teve o maior impacto de alta no IPCA de maio.

A escalada dos preços começou com a intensificação do conflito no Oriente Médio, que afetou países produtores de petróleo e reduziu a oferta global de óleo cru e derivados. A tensão elevou fortemente o barril do Brent, referência internacional, e trouxe reflexos para o mercado brasileiro. No caso do diesel, o país ainda depende de importações para cerca de 30% do consumo.

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