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sexta-feira, junho 19, 2026

Primeiros petroleiros atravessam o estreito após acordo com o Irã

Três petroleiros com bandeira saudita, que transportavam cerca de 6 milhões de barris de petróleo, cruzaram o Estreito de Ormuz nesta quinta-feira (18), poucas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinar um acordo para encerrar a guerra que vinha afetando o fornecimento global de energia.

A movimentação ocorreu em meio à expectativa de normalização da rota estratégica, embora empresas de navegação ainda avaliem que o fluxo completo deve demorar para voltar ao patamar anterior ao conflito. Entre os obstáculos, continuam as preocupações com segurança e a necessidade de remoção de minas na região.

O avanço no mar teve reflexo imediato no mercado. Os contratos futuros do petróleo Brent recuaram mais de 2% e caíram para menos de US$ 78 por barril, no menor nível desde o início dos ataques.

No Líbano, porém, a situação segue instável. Ataques aéreos israelenses atingiram áreas do sul do país na manhã desta quinta, mesmo após o anúncio do acordo. O país abriga mais de 1 milhão de deslocados em razão dos combates.

Trump assinou na quarta-feira (17) um memorando de entendimento com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, antecipando em dois dias a entrada em vigor do pacto. O texto prevê a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio americano aos portos iranianos.

O documento também estabelece 60 dias de negociações para buscar um acordo definitivo sobre a guerra, iniciada por Trump em fevereiro ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Israel, no entanto, ficou fora das tratativas. O governo israelense lançou em março uma invasão ao Líbano e, desde então, ocupa uma ampla faixa do sul do país em ações contra combatentes do Hezbollah, grupo que passou a atacar a fronteira em apoio ao Irã.

Em uma mudança de postura, o memorando assinado por Trump determina o fim da guerra no Líbano e a garantia da integridade territorial e da soberania do país. Nos últimos dias, o presidente americano também passou a criticar publicamente as operações israelenses em território libanês.

Autoridades israelenses afirmaram que seguem em diálogo com os Estados Unidos para tentar manter tropas no sul do Líbano. Ao mesmo tempo, a escalada dos combates voltou a crescer após o anúncio inicial do acordo.

A imprensa estatal libanesa informou que bombardeios e disparos de artilharia atingiram cidades do sul, com pelo menos uma morte confirmada. Em Beirute e nos subúrbios ao sul da capital, repórteres também registraram a presença de drones israelenses sobrevoando a área em baixa altitude.

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