Representantes dos Estados Unidos e do Irã se reuniram neste domingo (21), na Suíça, para a primeira rodada de negociações após a assinatura de um memorando de entendimento voltado a um acordo de paz mais amplo no Oriente Médio.
O encontro durou 80 minutos e ocorreu em meio ao impasse da guerra no Líbano, onde o conflito entre Hezbollah e Israel segue sem desfecho. A delegação iraniana afirmou aos norte-americanos que um acordo definitivo depende do encerramento das hostilidades em todas as frentes, incluindo o território libanês.
A reunião aconteceu um dia após ataques de Israel ao Líbano. Em resposta, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, apesar de o memorando prever tráfego livre na região pelos próximos 60 dias.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que a conversa na Suíça teve como objetivo avançar na aplicação dos pontos previstos no memorando. Entre os temas abordados estiveram o fim da guerra no Líbano, as isenções para exportação de petróleo iraniano, hoje afetadas por sanções dos Estados Unidos, e a liberação de recursos iranianos congelados no exterior.
Nas negociações, o governo Donald Trump voltou a pressionar o Irã, com novas ameaças de bombardeio e responsabilização do Hezbollah pela crise no Líbano.
A resposta iraniana veio por meio da liderança do Parlamento do país, que descartou as ameaças e disse que as forças armadas estão prontas para reagir.
Antes das declarações mais duras, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, havia indicado avanço nas conversas e demonstrado confiança no processo diplomático. Ele lidera a delegação da Casa Branca na Suíça.
Enquanto as tratativas seguem fora do campo de batalha, Israel mantém a posição de que não pretende se retirar do sul do Líbano. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que o país continuará atuando na região para eliminar ameaças.
O Hezbollah também reagiu e disse que qualquer violação da ocupação israelense será respondida. O grupo afirmou ainda que os Estados Unidos teriam capacidade de pressionar Israel a interromper as ações militares, caso houvesse disposição política para isso.




