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quinta-feira, junho 25, 2026

Polícia Científica de MS ensina idosos a identificar golpes digitais durante o Junho Prata

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul promoveu, na terça-feira (23), uma palestra sobre golpes digitais voltada a pessoas idosas na Associação Amor pela Vida, em Campo Grande. A atividade foi conduzida pelo Núcleo de Computação Forense e reuniu 22 participantes dentro da programação do Junho Prata, campanha dedicada à valorização e à proteção da população idosa.

A iniciativa teve como foco orientar o público sobre como identificar mensagens suspeitas, proteger contas e preservar vestígios em caso de fraude. Entre as recomendações, estiveram a confirmação de informações por outros canais antes de clicar em links, repassar dados pessoais ou fazer transferências.

O encontro também chamou atenção para a vulnerabilidade de idosos diante de abordagens urgentes, que exploram medo, confiança e promessa de vantagem. Foram apresentados exemplos comuns de fraude, como pedidos de Pix, mensagens de supostos familiares com número novo, links enviados por SMS, perfis falsos e ofertas com preços muito abaixo do mercado.

A palestra ainda abordou o uso de fotos, áudios e vídeos para simular pessoas conhecidas. A orientação foi interromper o contato em caso de dúvida e buscar confirmação em canais oficiais ou em números já conhecidos.

Além da prevenção, os participantes receberam instruções sobre os cuidados necessários quando o golpe já aconteceu. Mensagens, áudios, números de telefone, links, horários e comprovantes podem servir como vestígios importantes para a investigação. Também foi recomendado não apagar conteúdos, não restaurar o aparelho e comunicar rapidamente banco, plataforma, familiares e autoridades.

O perito criminal Jefferson Lucena, especialista em Computação Forense e Segurança da Informação, apresentou medidas adicionais de proteção, como ativação da autenticação em duas etapas, uso de senhas fortes, atualização constante dos aplicativos e restrição de informações em perfis públicos.

Durante a ação, os idosos também tiveram contato com materiais usados pela Polícia Científica em exames de locais de crime, além de orientações práticas sobre ajustes de privacidade e segurança nos próprios celulares.

Ao fim da atividade, os participantes receberam um folder com orientações resumidas e mudas distribuídas como lembrança da ação. A proposta foi reforçar a autonomia digital com mais segurança entre pessoas que usam o celular para conversar, pagar contas, buscar informações e acessar serviços.

Entre os presentes estava Nilson João Neves, de 73 anos, que participou com a esposa, Jane da Silva São Romão, de 76, e a bisneta. O casal frequenta a associação há pouco mais de um mês e utiliza o celular para tarefas cotidianas, como pagamentos, conversas com familiares e acesso a aplicativos. A atividade ocorreu em meio a relatos de mensagens suspeitas e experiências anteriores com tentativa de golpe, reforçando a necessidade de atenção constante no ambiente digital.

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