# ANP prevê oferta recorde de áreas em leilões de petróleo em outubro
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizará em 7 de outubro dois leilões de áreas para exploração de petróleo e gás, com número recorde de blocos e setores disponíveis.
O 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção colocará em disputa 13 blocos localizados no pré-sal. Já o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão terá 22 setores ofertados em outras regiões exploratórias do país.
A lista das áreas selecionadas foi divulgada no Diário Oficial da União. Foram incluídos os blocos e setores que receberam manifestação de interesse de ao menos uma empresa, acompanhada de garantia de oferta.
Até agora, 12 empresas apresentaram interesse com garantia de oferta para os 22 setores do regime de concessão. No leilão de partilha, os 13 blocos contam com manifestações de seis companhias.
As empresas têm até 31 de agosto para registrar interesse em novas áreas ou ampliar as indicações já feitas. Quem não concluir esse procedimento dentro do prazo poderá disputar os ativos apenas em consórcio com empresas habilitadas.
No último leilão de partilha, realizado em outubro do ano anterior, cinco dos sete blocos ofertados foram arrematados. Os bônus de assinatura somaram quase R$ 104 bilhões, enquanto os investimentos mínimos previstos para a etapa de exploração alcançaram R$ 451,5 milhões.
No 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, realizado em junho de 2025, foram assinados 34 contratos. O certame arrecadou aproximadamente R$ 989 milhões em bônus de assinatura e projetou investimentos mínimos de R$ 1,5 bilhão na fase exploratória.
O regime de partilha é aplicado nas áreas do pré-sal desde 2010. Nesse modelo, após a dedução dos custos de produção, o excedente de óleo é dividido entre a União e a empresa contratada. Vence a disputa a companhia que oferecer a maior parcela de petróleo ao governo.
Nas demais áreas, vigora o modelo de concessão. A empresa assume o risco da atividade exploratória e, em caso de descoberta, passa a ser proprietária do petróleo e do gás produzidos. Em contrapartida, deve pagar bônus de assinatura, royalties e, nos campos de maior produção, participação especial.
A Pré-Sal Petróleo (PPSA), estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia, representa a União nos contratos de partilha e comercializa o petróleo destinado ao governo.
Os principais campos produtores do país estão concentrados no Polígono do Pré-Sal, no litoral do Sudeste. Dados mais recentes da ANP, referentes a junho de 2026, mostram que as áreas do pré-sal responderam por 82% da produção nacional de petróleo e gás.




