# PF investiga suspeita de lavagem de dinheiro ligada a sites de apostas
A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (13) a Operação Arena, que apura um grupo empresarial suspeito de usar empresas e estruturas financeiras no exterior para esconder a origem e o destino de recursos obtidos com jogos de azar e apostas esportivas.
A ação reúne PF, Ministério Público Federal, Receita Federal e Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Foram expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba 17 mandados de busca e apreensão, além de autorizações para acesso a dados bancários e telemáticos.
As medidas são cumpridas na Paraíba, em São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão.
A investigação teve início em 2022 e mira pessoas e empresas sediadas em Campina Grande, na Paraíba. Segundo as apurações, o grupo comercializava créditos para jogos on-line apresentados formalmente como sediados no exterior e mantinha plataformas de apostas esportivas em operação no Brasil.
Os investigadores suspeitam que, antes da regulamentação mais recente do setor, o grupo utilizava empresas registradas na Costa Rica e em Curaçao para dar aparência de regularidade às atividades. As remessas internacionais vinculadas a essas companhias teriam sido usadas, em tese, para ocultar patrimônio, enviar recursos ilegalmente ao exterior e dissimular a destinação dos valores.
Também são apurados indícios de omissão de rendimentos, possível sonegação de tributos e planejamento tributário abusivo entre os beneficiários finais de empresas ligadas a sites de apostas de quota fixa. A investigação avalia ainda se recursos de origem ilícita foram usados no pagamento de outorgas para autorização das operações no país.
Os envolvidos poderão responder por crimes relacionados à evasão de divisas, lavagem de dinheiro e infrações contra o sistema financeiro nacional.
Os mandados são cumpridos em João Pessoa, Campina Grande e Serra Branca, na Paraíba; Aracaju, em Sergipe; São Paulo; Rio de Janeiro e Niterói; e Curitiba. A Receita Federal mobilizou 39 auditores-fiscais e um analista-tributário para apoiar o rastreamento financeiro e a análise das operações investigadas.




