Anac suspende quatro empresas de voos panorâmicos no Rio de Janeiro

# Anac suspende quatro empresas de voos panorâmicos no Rio após fiscalização

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu as operações de quatro empresas de voos panorâmicos que atuavam no Rio de Janeiro. O resultado das fiscalizações foi divulgado nesta terça-feira (18), durante coletiva no Centro de Operações e Resiliência (COR) da prefeitura.

A fiscalização foi reforçada na última semana após solicitação do município, motivada por acidentes recentes com helicópteros na capital fluminense. Atualmente, 12 empresas estão autorizadas a realizar esse tipo de atividade na cidade, com uma frota de 46 aeronaves.

Até segunda-feira (17), a Anac havia inspecionado nove das 12 companhias. Quatro delas tiveram os serviços interrompidos por irregularidades. Das 18 aeronaves vistoriadas, nove foram suspensas.

As ações incluem auditorias nos sistemas de gerenciamento de segurança operacional das empresas, checagem de procedimentos, vistorias e inspeções técnicas das aeronaves.

Desde janeiro, acidentes aéreos envolvendo helicópteros deixaram 13 mortos no Rio. Em 14 de junho, duas aeronaves colidiram no ar e caíram no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste, causando seis mortes. Já em 8 de agosto, a queda de um helicóptero na Floresta da Tijuca matou três turistas chilenas e o piloto.

A prefeitura e a Anac passaram a integrar informações para ampliar o controle sobre a atividade, em meio ao crescimento da procura por voos panorâmicos, associado ao aumento do fluxo turístico na cidade.

Além das empresas de passeios aéreos, a Anac informou que pretende fiscalizar operações de táxi-aéreo e companhias responsáveis pela manutenção de aeronaves no Rio de Janeiro. As ações deverão continuar de forma permanente e incluirão a verificação de documentos e serviços de manutenção.

A agência também anunciou a revisão do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil 136 (RBAC 136), que estabelece regras para voos panorâmicos. A atualização deverá tratar de exigências para a estrutura das empresas, formação das tripulações, manutenção e gestão da segurança operacional, com previsão de consulta pública.

A prefeitura suspendeu ainda o uso do heliponto da Lagoa por empresas de voos panorâmicos. A medida atinge cinco companhias autorizadas pelo RBAC 136 que, segundo a administração municipal, não cumpriam a regra de iniciar e encerrar os voos no mesmo local.

A restrição foi adotada após a identificação de possível uso do heliponto para desembarque de passageiros, prática incompatível com as condições previstas para esse tipo de operação. As cinco empresas estão proibidas de atuar no local desde o início da semana.

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